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Pesquisa de Moda e processo criativo

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    Tendere Tendere
  • 29 de jun. de 2022
  • 4 min de leitura

Atualizado: 4 de jul. de 2022

O que é e para que serve fazer Pesquisa de Moda


por Patricia Sant'Anna


Pesquisa de Moda: uma fase complexa, estratégica e muito braçal que é vista com romantismos e ilusões glamourosas

A Pesquisa de Moda é um momento muito importante e estratégico em qualquer processo de criação e desenvolvimento de produtos de moda. Ela não é simplesmente montar boards lindos e altamente instagramáveis (ou pinterestiáveis), antes de tudo é uma ação bem estratégica que é responsável pelo sucesso de uma coleção de moda. Mas como ela é feita? Quem é responsável dentro da empresa?


A Pesquisa de Moda deve ser um trabalho feito tanto pela área de marketing e quanto de design da marca de moda. Isso porque é a partir dela que não só uma coleção é elaborada, mas todo planejamento de lançamento e comunicação, bem como o alinhamento com outras frentes da fashion brand em questão. Isto significa estudar para quem a coleção é feita (segmentações), tendências a serem referenciadas, tamanho da coleção (profundidade de produção), estratégia de lançamento, promoção, comunicação etc. E sim, podemos afirmar: uma boa pesquisa de moda gera inevitavelmente uma coleção de sucesso. E isso é independente do tamanho da empresa.

Referências Criativas: uma parte da chamada Pesquisa de Moda

Etapas da Pesquisa de Moda

Tudo começa (pré-pesquisa) conhecendo em profundidade sobre a imagem da marca, o posicionamento dela no mercado e, o mais importante de tudo: as segmentações que atende. Todos envolvidos na marca, dos responsáveis pelo marketing aos designers, passando pelos estagiários, comercial (atacado e varejo) da marca precisam estar alinhados e compreenderem e saberem sobre esses três itens. É responsabilidade do marketing informar e atualizar essas informações para todos sempre que necessário.


A partir dessa base vamos para a primeira etapa: estudar os resultados comerciais das últimas temporadas. Esse dado nos ensina o que nossa cliente já comprou, o que ela recompra (estabelecendo os 'clássicos' da marca), o que ela já está saturada, enfim, ensina sobre o comportamento de compra pregresso. São dados numéricos, mas eles precisam ser interpretados a luz de uma visão de design estratégico, isto é, os números necessitam ser lidos a partir de seus contextos. Nem tudo o que vende bem e rápido é um 'novo clássico', pode ser simplesmente um modismo. Se o designer conhece bem as segmentações que atende (e elas estão atualizadas), a interpretação deste número tende a ser mais certeira do que no 'achismo'.


Segunda etapa: pesquisa de comportamento de consumidor. Como conhecemos as segmentações que atendemos, ao ter acesso a pesquisas de comportamento do consumidor, vamos filtrá-las levando em consideração as nossas qualidades de clientes. Os reports de comportamento do consumidor não são feitos para o seu consumidor em específico, eles lidam com macrodados, e estão falando de comportamentos transversais que estão se estabelecendo neste momento em alguns lugares do mundo. Isso pode ou não ser relevante para o seu cliente. Como vamos saber? Conhecendo seu cliente em profundidade (quanto mais dados e vivências com eles melhor). Só assim conseguimos verificar com certa facilidade o que funcionará, ou não, como base comportamental para o nosso cliente. Em tempo, comportamento do consumidor é o que detecta o quê as pessoas querem usar e como elas querem usar. Estamos falando de uso, nem sempre isso reflete compra. Mas, é lógico, detecta desejos e formas de se manifestar que podemos ajudar a se expressar pela moda da melhor maneira possível, se compreendermos o que as pessoas querem usar e como querem usar, fica mais fácil fazê-las comprar.


Terceira etapa: Pesquisa de tendências criativas. Cor, estampas, texturas, gramaturas, silhuetas, formas, balanço, referências temáticas etc. enfim, são a tradução do comportamento do consumidor em termos estéticos. Portanto, se o profissional não sabe quem são as segmentações que atende, como foi o passado destas segmentações comprando, e o comportamento de consumidor que tende a sensibilizar as segmentações... já imaginou? Sim, é fácil o designer errar feito nas escolhas de referências criativas, e o marketign se comunicar com o perfil errado. Olhar para uma moda conceitual japonesa, ou minimalista alemã, e criar para uma cliente que é voluptuosa e sexy vai, com claros desejos de consumo populares e barrocos, pode ser o caminho certo para uma coleção que não venderá.


Percebeu como as informações colhidas vão se sobrepondo e criando um mosaico de referências estratégicas?


É neste momento que entra o moodboard.


Moodboard: bem mais do que um monte de imagens bacanas colocadas lado a lado, ele é a síntese de um processo de pesquisa com foco em criar e desenvolver coleção de produtos e serviços de sucesso.

O moodboard é um momento de resultados parciais da pesquisa de moda. Ele sintetiza os estudos anteriores em um painel que comunica as referências fundamentais para a criação dos produtos, mas também dos serviços que envolvem esse, o lançamento e toda comunicação. Todos os envolvidos precisam estar em concordância sobre o moodboard, porque ele vai guiar todos neste processo.


Não está acostumado a fazer, e vai fazer pela primeira vez? A Tendere desenvolveu um board para você não se perder:


O Quadro de Referências Criativas é um guia para se fazer um moodboard sem esquecer das coisas mais essenciais: cores, texturas, referências de design, lifestyle etc.

A cada nova coleção se faz um novo moodboard? Sim, mas tudo depende do processo de criação e desenvolvimento de coleção de sua marca. Há marcas que a Tendere já deu consultoria que criam um quadro de referências por ano, pois produzem de maneira slow, então a pesquisa abarca pensar todas as estações do ano, pois as mesmas referências serão o caminho para se trabalhar ao longo de todo o ano. Já há outras que seguem as estações e fazem 4 moodboards ao ano, ou mais. Também é indicado fazer moodboards direcionados para cada segmentação que a marca atende, caso a grade de produção seja grande. Assim, não se perde as pequenas nuances que definem e diferenciam um subgrupo de outro.


Clientes variadas pedem por variações também na entrega, nessa foto veja como o jeans é usado de diversas maneiras, pelas diversas mulheres que estão na fotografia... segmentação é a alma do negócio criativo, especialmente na moda.

O moodboard é o primeiro passo para a criação. A partir daí, dependendo do mapa de coleção - que é desenhado por designers e marketing - a equipe criativa pode partir para criar tops, bottons, one pieces, third pieces, overcoats, acessórios, calçados etc. que compõem a coleção. Bem como a equipe de comunicação e promoção já pode planejar, orçar e começar todos os processos criativos para a frente de colocar as peças da marca no mercado. Se a marca de moda é uma engrenagem, podemos dizer que a pesquisa de moda é o que azeita todo o processo, que faz as coisas fluírem com mais facilidade e que cria a motivação que todos precisam para criarem em uníssono.


Sim, processo criativo é baseado em pesquisa, ninguém cria a partir do nada, e em moda, e em design no geral, ninguém cria para si próprio. É um movimento de doação, criamos para o outro, para o nosso cliente (segmentações). E para ter sucesso neste processo, quanto mais sabemos sobre ele, suas expectativas, seus sonhos, o cenário em que vive, o contexto sociopolítico, seus valores, enfim, quanto mais o conhecemos, mais conseguimos criar algo que resolva as problemáticas do dia a dia de nosso consumidor em relação à moda. Conhecimento é poder, alguém duvida?



1 comentário


nolafo.wle156+abc123
08 de ago.

Mình thỉnh thoảng cũng lướt mấy bài phân tích xổ số miền Bắc cho vui thôi, chủ yếu để xem cách người ta suy luận chứ không đặt niềm tin tuyệt đối. Hồi trước mình hay nghe bạn bè mách kiểu “cầu này ngon” rồi ghi theo, nhưng trật vài đợt liên tiếp nên bắt đầu để ý hơn tới thống kê và cách giải thích. Có lần đọc được một bài chia sẻ ở soicauxsmb.pro, mình mới thấy nhiều “cầu” đôi khi chỉ là nhìn dữ liệu theo cảm giác, nên mình tự hạ kỳ vọng xuống. Từ đó mình coi chuyện này như giải trí nhẹ nhàng, nếu có chọn thì chọn ít, coi như thử vận may…

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