From Cultura de moda

Feminismo, Moda e Diversidade: os vídeos que mais gostamos

Patricia Sant’Anna

A moda faz parte da minha vida faz tempo. Meu primeiro curso na área, um curso de corte e costura dado em salão paroquial foi no final dos anos 1980. Daí em diante, eu não parei mais de estudar moda. Curso de desenho de moda, de modelagem, técnico em vestuário, diversos de corte e costura, enfim, aprender sobre aquilo que eu gostava e sentia muito prazer em estudar. Em 1993 fui fazer faculdade, e fiz de Ciências Sociais, na Unicamp, e naquele ambiente, eu descobri que o feminismo não era só uma luta, mas um posicionamento, uma perspectiva de olhar o mundo de maneira diferente. Desde então, unir uma posição feminista e a paixão por moda não foi uma coisa tão simples ou óbvia, mas necessária. Tecer essa relação internamente e externamente sempre foi, e ainda é, um desafio. Fiz graduação, especializações, mestrado e doutorado, e em todas essas frentes de estudo sempre tive como objeto de pesquisa a moda.

A moda é boa para vestir, mas também é boa para pensar!

Bem, nós aqui na Tendere pensamos moda o tempo todo… Do ponto de vista estético ao de negócios, passando por abordagens criativas e soluções sustentáveis. Nada melhor para iniciar um debate do que links de palestras e TEDs (claramente uma inspiração para o Fashion Friday que fazemos em parceria com a Butique de Cursos Ana Vaz). E listamos especialmente para você aqueles que nós julgamos ser fundamentais sobre o tema. Divirta-se!

1. Chimamanda Ngozi Adichie. Todos nós devemos ser feministas.

Um dos nossos prediletos… Daqueles que vemos e revemos sempre. Chimamanda Ngozi Adichie explica porque todos nós deveríamos ser feministas. Pessoal e Global, simplesmente lindo!

2. Roxane Gay. Confissões de uma péssima feminista.

Este TED é revelador demais para todas as mulheres feministas. Que atire a primeira pedra quem nunca entrou em dúvida sobre qual o melhor posicionamento tomar… Por um feminismo mais abrangente, mais inclusivo… somos bad feminist como Roxane Gay.

3. Tavi Gevinson. Uma adolescente tentando se descobrir.

Você lembra de Tavi Gevinson? Aquela menina de cabelo roxo, roupas absolutamente criativas, que tinha um blog super bacana de moda para adolescentes (ela tinha uns 14 anos) e se sentou na primeira fila dos desfiles de Paris ao lado da toda poderosa Anna Wintour? Pois bem, ela cresceu, ou melhor, está amadurecendo e é feminista, continua criativa e, em 2012 nos presenteou com esse TED super bacana. Uma questão que ela coloca e que é fundamental para nós hoje: “Por quê não posso ser feminista e me interessar por moda?”

4. Reshma Saujani. Ensine coragem às meninas, não perfeição.

Querer ser perfeita em tudo o que faz muitas vezes coloca as mulheres em posição de desvantagem aos homens antes mesmo de começarmos alguma coisa. É assim com você também? Assista este TED precioso de Reshma Saujani – que confessa só ter arriscado algo de verdade depois dos 30 anos!

5. Mulheres Plus Size Podem. Buzzfeed – assista aqui

É um vídeo que com imagens e bom humor demonstra que uma série de estereótipos são construídos sobre os corpos das mulheres plus size, sempre restringindo o que elas podem ou não fazer. A aparência é o primeiro passo de estarmos no mundo. E as mulheres grandes podem estar no mundo do jeito que elas quiserem.

6. Madeleine Albright. Ser uma mulher e uma diplomata.

Madeleine Albright usou seus broches como ponto fundamental de sua expressão em aparência, sabia disso? Ela – a primeira mulher a ser Secretária do Estado nos EUA – escreveu um livro ‘Decifre meu broche’ que teve exposição organizada pelo Smithsonian. Moda, poder, feminismo, e muito mais nesse TED bem interessante sobre uma poderosa mulher.

7. Emma Watson. Moda na Igualdade de Gêneros.

Emma Watson fala a Vogue sobre Igualdade de Gênero na Indústria da Moda ‪#‎HeForShe.

8. Margareth Rago. O feminismo no Brasil e no mundo.

No programa da TV Unicamp, Diálogos sem fronteira, a professora do departamento de História Dra. Margareth Rago nos fala sobre o feminismo no Brasil e no mundo.

9. Márcia Tiburi. Feminismo é para quem gosta de transformações sociais.

Márcia Tiburi vem nos falar sobre as definições e como compreender o que é feminismo na contemporaneidade, em especial no Brasil. Em suas palavras “Feminismo é para quem gosta de transformações sociais”.

10. Jout Jout. Girl Power CH: Jout Jout rebate comentários anti-feministas.

A youtuber Jout Jout explica para a sua geração porque algumas frases que são antifeministas são equivocadas. Ela fala de maneira direta e simples para que garotas da sua geração compreenderem que é necessário ser feminista, e que ainda há muitas coisas a serem conquistadas.

11. Angélica Dass. Humanae.

Qual é sua cor? O trabalho de Angélica Dass, chamado Humanae, atravessou o mundo e teve impactos incríveis ao demonstrar uma premissa simples, mas que despertou diferentes debates: os humanos são bem mais que brancos, pretos, amarelos e vermelhos… De sua história pessoal ao uso do debate sobre tom de pele em escolas pelo mundo, passando por capa de revistas, exposições, etc. Esse processo de compreender a cor e a leitura que o mundo faz disso é algo muito bacana e que nos faz refletir sobre as nossas formas de ver o mundo até aqui. O mundo mudou. As especificidades ganham espaço.

12. Geena Rocero. Why I must come out.

A indústria da moda e beleza foi o que tornou a carreira de Geena Rocero possível… Uma linda mulher trans com uma incrível história. Você conhece a história dela? Não?! Pois assista ao seu TED, vale muito a pena!

Não se esqueça de vir ao Fashion Friday – Feminismo e Moda.

Dia 29 de julho de 2016, sexta-feira, evento gratuito.

Inscrições a partir das 13h, no local.

Local: Livraria da Vila, Shopping Galleria, Campinas

Você tem algum vídeo legal para nos indicar sobre a temática de moda e feminismo?

Compartilhe conosco!

Por que a moda precisa de feminismo?

Por Vivian Berto

Há muitas questões no sistema da moda que ainda precisam ser discutidas – e que estão no limbo de um machismo estrutural. 

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Primeiro, vamos deixar Beyoncé contextualizar… Pronto!

 

O feminismo conquista a mídia

A moda e o feminismo se abraçam e fazem as pazes. Por um lado, vemos o crescimento do interesse de mulheres mais jovens pelas ideias do feminismo, tomando consciência das lacunas ainda existentes em nossa sociedade em relação a homens e mulheres. Por outro, cada vez menos as pessoas têm uma visão “simplista” da moda, considerando que não são apenas roupas ou passarelas com modelos magérrimas: elas fazem sim parte da vida de qualquer pessoa com acesso ao consumo.

Não é pouco que Emma Watson seja a “cara” da campanha He For She da ONU, uma atriz ao mesmo tempo de grande destaque no cinema de grande alcance e ícone de moda, e pertencente à geração Y – ela tem 26 anos. Celebridades como Miley Cyrus, Julia Roberts, Beyoncé, Cate Blanchett – cada vez mais, assumem uma posição feminista. Ou você não aplaudiu a carta de Jennifer Aniston dizendo estar “farta” da mídia especulando sobre sua gravidez que, aos seus 47 anos, “já deveria ter acontecido”?

A moda, é claro, abraça o feminismo, de olho nos desejos de consumo. Estamos menos propensas a nos equilibrar em saltos vertiginosos. A liberdade do cabelo afro é assumida das ruas às capas de revista. Tentativas são feitas, aqui e ali, de fazer uma moda no gender (algumas bem sucedidas, outras nem tanto), tentando dizer que, tanto na aparência quanto na vida, gênero definido não é tão importante assim.

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Até a Chanel já mostrou, a seu jeito, um manifesto feminista.

 

Em 2014, Karl Lagerfeld surpreendeu a todos quando mostrou, na passarela da Chanel, um protesto feminista. Várias modelos, dentre elas Gisele e Cara Delevigne, entraram ao final do desfile levantando megafones e faixas de protesto – mas um protesto animado, divertido. “Feministe et feminine” eram as palavras de ordem. É claro que o desfile tinha muito a ver com as manifestações de rua que tomavam o mundo todo naquele momento, e aos quais Lagerfeld estava atento, mas o feminismo também era destaque. O desfile recebeu muitos elogios e muitas críticas, mas de maneira geral serve para indicar esse pensamento retomado pela moda, indo em uma direção paralela ao famoso “genderless”, mas diferente dele.

Nas revistas de moda, o feminismo aparece cada vez mais evidente – e, em tempos de internet e mídias sociais, quem não se adequa recebe críticas ferrenhas. Ah, e por falar em internet, ela tem uma linguagem própria (que também é apropriada pelas revistas – quem não se lembra da edição de dezembro da Elle?) para falar de feminismo.

O ciberfeminismo de 2016 é constituído por conteúdo online – bem diferente das hackers ativistas originais, que iniciaram o movimento na Europa e na Austrália – e encabeçado, no Brasil, por blogs como Think Olga, Não me Khalo, Azmina, Lugar de Mulher, dentre outros. Movimentos são propagados pro hashtags (#ChegadeFiuFiu, #MeuAmigoSecreto, #MandaPrints), e alguns temas proferidos por influencers da web.

 

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Campanhas na web são a nova cara do ciberfeminismo: e atingem muito mais pessoas.

 

Já falamos de estes e outros tópicos do feminismo aqui neste post sobre empreendedorismo feminino e neste sobre feminismo na mídia, por isso, vamos direto ao que interessa: que papel tem o feminismo e na indústria da moda?

O feminismo e a moda

Para quem trabalha com moda, é normal trabalhar em lugares com muitas mulheres – muitas vezes, até exclusivamente. Em certas indústrias, como TI, por exemplo, as mulheres que se aventuram são rodeadas por homens e tendem a sofrer com isso, da entrada na faculdade à difícil ascensão dentro das empresas ou no tocar a sua própria.

Na verdade, a própria sustentação da força produtiva da indústria da moda passa por uma questão de gênero. O trabalho na indústria têxtil, o embrião da Revolução Industrial a partir da Inglaterra e depois em várias partes do mundo, era sustentado em grande parte pelas mulheres. Ser costureira é uma profissão tradicional do universo feminino, ao lado de outras “manualidades” e “pequenezas”, e uma profissão no âmbito doméstico que as mulheres poderiam exercer sem deixar marido e filhos e serem mal-faladas pela sociedade. A partir dos anos 1930 no Brasil, com o advento das indústrias de confecção, as “costureirinhas” começaram a trabalhar fora de casa, na fábrica, a turnos exaustivos, mal-remunerados – e, sim, elas eram mal-faladas.
Hoje, a falta de costureiras na indústria da moda se deve em parte a um desinteresse feminino muito grande pela profissão, justamente por se manter “feminizada”: mal-remunerada e exaustiva. Com a possibilidade atual de as mulheres atuarem em praticamente qualquer área, por que aprender a costurar?

Quando pensamos na confecção em lugares como a Ásia e África, o gênero também deve ser ressaltado. Na tragédia do Rana Plaza em Bangladesh, em 2013 (este que tratamos no Fashion Revolution), em que mais de 1100 trabalhadores morreram soterrados pelo desabamento do edifício mal estruturado e lotado de máquinas e pessoas, é importante pensarmos que se tratavam de trabalhadoras – havia muito mais mulheres do que homens. Mulheres jovens que sustentam a família e muitas vezes não têm um apoio masculino na criação dos filhos: este é o perfil das trabalhadoras que sustentam a moda, em especial a do fast fashion, de mercados imensos como os Estados Unidos, Europa e mesmo aqui na América Latina.

 

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Mulheres indianas trabalhando na confecção.

 

Só que, por outro lado, se estamos falando de uma indústria majoritariamente feminina (da designer à costureira), quanto mais se chega aos cargos mais altos das empresas, mais se percebe a presença constante masculina. Até se chegar a um ponto em que praticamente não há mulheres. Pode contar os CEOs dos grandes grupos brasileiros ligados à moda e à indústria têxtil. Você consegue ver alguma mulher? (Se sim, nos ajude, nomeando-as! Porque aqui não conseguimos…). No Brasil, segundo o Business Report (IBR) – Women in Business, 11% dos CEOs no Brasil são mulheres, um número ainda absurdamente baixo se considerarmos o quanto as mulheres ocupam das forças de trabalho.

Na moda, a Christian Dior tem, com a contratação de Maria Grazia Chiuri, pela primeira vez na sua história de 70 anos, uma diretora criativa. Com Louis Vuitton, Balenciaga, Fendi, Saint-Laurent, Burberry, pode contar: isso nunca aconteceu. Mas vamos focar no Brasil por enquanto.

É a velha história do “teto de vidro”: sim, as mulheres entraram no mercado de trabalho, crescem profissionalmente e têm a chance de se realizar, mas por vários fatores, que vão do profissional (chefes misóginos, colegas de trabalho que não respeitam), ao pessoal (maridos que não dividem as tarefas e expectativas com os filhos, a ideia de que as mulheres devem focar mais no pessoal, com o detrimento de se tornarem “egoístas”), elas só conseguem chegar até certo lugar. É este teto invisível que barra.

 

Pedro Lourenço: se estamos em uma indústria feita principalmente por mulheres, por que os homens se destacam sempre mais?
Pedro Lourenço, que tem ganhado grande notoriedade nos últimos anos: se estamos em uma indústria feita principalmente por mulheres e para mulheres, por que os homens se destacam sempre mais? 

 

No empreendedorismo a coisa não é diferente. Os grandes “heróis” do empreendedorismo da moda no país são, normalmente, homens: Rony Meisler, da Reserva, Alexandre Herchcovitch, Oskar Metsavaht; assim como nossos “maiores criadores”, como Ronaldo Fraga e Pedro Lourenço. As mulheres são desacreditadas no âmbito do empreendedorismo, mesmo o da moda que, em teoria, elas estão mais presentes. Não é fácil uma mulher empreender, tanto quanto não é fácil escalar degraus em uma empresa – mesmo elas só precisando de metade do investimento que um homem precisa para criar sua empresa, segundo este estudo norte-americano.

 

Temos que fazer com que as mulheres também ocupem cargos de liderança na moda, e não apenas estar ao lado de caras poderosos ou ser sua força massiva de trabalho.

 

Precisamos dar oportunidades às mulheres. Os próprios homens têm que considerá-las iguais em capacidades, direitos e resultados, mesmo que diferentes em habilidades (que podem ser complementares – viva a diversidade!). Precisamos, em reuniões, conferências etc, nos calar para que elas possam falar sem serem interrompidas (mesmo as mulheres têm tendência maior a interromper… outras mulheres). Como mulheres, devemos evitar brigar umas com as outras. Mulheres são “naturalmente” competitivas entre si? Bobagem! Isso é invenção de uma sociedade estruturalmente machista.

 

Podemos fazer coisas incríveis quando nos unimos.
Podemos fazer coisas incríveis quando nos unimos.

 

Vivemos um momento em que o feminismo faz parte da cultura pop. Se há pouco tempo se tratava de uma palavra quase feia, agora a ouvimos com frequência e nos sentimos confortáveis em assumi-las. Quem trabalha com moda, seja mulher ou homem, deve sempre fomentar para que a “força de trabalho” feminina também chegue à liderança, tenha voz, seja ouvida. Quem sabe assim não construímos uma indústria da moda melhor?

Veja mais neste post da Tendere: A mulher e o trabalho na moda.

Street Style que amamos! Como a rua é encantadora…

“The best fashion show is definitely on the street. Always has been, and always will be.” Bill Cunningham

Na Tendere usamos pesquisa em blogs de street style para vários fins, de detectar tendências emergentes localmente, até confirmação de tendências já lançadas por nós. Pesquisar nos blogs de street style sempre nos dá a impressão de ser algo despretensioso, sem muitas consequências, mas, na verdade, é um trabalho de análise imagética dos mais minuciosos. Curadoria de imagem é algo fundamental para ajudar nossos clientes a encontrar soluções criativas para a realidade produtiva e de mercado deles.

Vale lembrar: fotografias (e vídeos) de street style não é look do dia. Vamos explicar: o Street Style é o registro de pessoas nas ruas. Já o  Look do dia é o registro da aparência de alguém (e sempre desse mesmo alguém) todo santo dia. Em miúdos: uma mesma pessoa que quer demonstrar seu estilo de maneira contundente e se expõem diariamente em looks montados para serem divulgados via o seu blog.

No street style há espontaneidade (ou deveria ter). O problema é que muitas vezes, quando vamos fazer nossas pesquisas e procurar street style no Brasil, América Latina e na África, nos deparamos com um zilhão de blogs de look do dia ao invés de blogs de street style. Isso acontece porque simplesmente as pessoas, ou confundem, ou propositalmente criam tags erradas para desviar a pesquisa para eles. Nada contra blogs de look do dia, ao contrário, pesquisamos neles também, apenas, por favor, não falem que estão fazendo street style quando estão tirando fotos de si próprios, ok?

Aqui na Tendere nosso interesse maior é o hemisfério sul, o Brasil em especial. Porém, é óbvio que isso não nos cega para os blogs tradicionais de street style. Lógico que acompanhamos os tarimbados e suuuper conhecidos The Sartorialist, Stockholm Street Style, Le 21ème, Garance Doré, TomyTon (JackandJil), Face Hunter, Style du Monde, Hel Looks, Style Arena, All The Pretty Birds, Where Did U Get That: Street, Stil in Berlin, The Locals, Easy Fashion Paris, Fashion Junk, Urban Weeds, Toronto Verve, entre outros. Porém, nosso interesse profissional é pelo Hemisfério Sul. América Latina, Caribe, África subsaariana e Oceania são nossos focos. Onde o sol tem presença marcante também é importante para nós. Por isso, olhamos com carinho para o Havaí, Califórnia, sul dos EUA e Grécia. Divirta-se com nossa listinha de blogs que amamos de locais que nem sempre os fashionistas brazucas citam…

Mapa Tendere de Hemisfério Sul
Nosso Hemisfério Sul é um pouquinho diferente, você percebeu? Nosso interesse é por um Hemisfério Sul a partir dos fluxos culturais.

 

Segue aqui alguns que gostamos muito… tem blog, tem tumblr, tem de tudo um pouco, mas é tudo bom! E é tudo Street Style de primeira. Divirta-se e conheça outros recantos do mundo!

foto 2 - Streetandcityphotos
Foto Street and City Photos (http://streetandcityphotos.blogspot.com.br/)

Street and City Photos traz as ruas de Auckland e Wellington as duas maiores e mais importantes cidades da Nova Zelândia. País de formação multicultural e com um respeito e orgulho de seus nativos de fazer muita inveja ao Brasil. Moda casual, mas com sacadas criativas e abertura cultural ampla são características que as fotos desse blog nos mostram sobre a NZ.

Foto 3 Foureyes
Foto Four eyes (http://www.eyeseyeseyeseyes.com/)

Também da NZ é o Four Eyes, feito por 4 pessoas, possuem um olho fino, e variado, para olhar as ruas por onde passam.

Foto 4 - Streetfashionsydney
Foto Street Fashion Sydney (http://streetfashionsydney.blogspot.com.br/)

O Street Fashion Sidney é um blog de estilo e moda que acompanha, em especial, as pessoas da cena artística de Sidney, Austrália. Alguns pontos demonstram porque podemos falar de uma moda australiana que gosta muito do brazilian style… casual sim, mas muuuuito sexy também.

Foto 5 StreetSmith
Foto Street Smith (http://www.streetsmith.com.au/)

Melbourne, Austrália, também tem um blog de streetstyle bem bacana, o Street Smith, mais comportadinho e feito com certo foco de conquistar espaço no mundo da moda tradicional (editoriais, publicidade etc.) é um registro bem feito (mas não muito criativo) das ruas de Melbourne.

Em nossas conversas internas com pesquisadores daqui e de lá, mais de uma vez já ouvimos falar que Melbourne é ‘A’ cidade da moda na Austrália… bem, a impressão que temos é que se trata de uma cidade parecida com São Paulo, que tenta ser criativa, mas que facilmente cai na cilada de imitar os grandes centros de moda, tenta se aproximar dos padrões de elegância europeus e nova-iorquinos… uma pena, pois poderia ser mais fecunda e pensar a partir de suas próprias referências. Isso foi o que a gente achou por aqui, mas, é você quem tem que formar a sua opinião, não é?  Vale conferir o no blog Fashion Photography Melbourne.

Foto 6 keishikibi
Foto Keishikibi (http://keishikibi.com/)

O preferido da Austrália é  Keishikibi. Segundo Myles Kalus, autor do blog, o nome do mesmo significa, em japonês, ‘a beleza da forma’. Não sabemos se é verdade, ninguém fala ou lê japonês na Tendere, mas o blog é limpo, e com fotos belíssimas do cotidiano aussie.

Foto 7 tumblr uyapoport
Foto Tumblr Uyapoport (uyapoport.tumblr.com)

O Tumblr de Uyapo Ketogetswe, jovem fotógrafo que além de fazer cobertura de mundo fashion e editoriais de moda registra o street style de Gaborone, Botswana, é muito legal e bem bacana, vale a visita.Outro Tumblr legal é o Black Fashion com imagens lindas e lindas…

Foto 1 Afropunk
Foto Afropunk (http://www.afropunk.com/)

Afropunk – dentro deste site – que é também webmagazine e mesmo plataforma das culturas africanas e afrodescendentes pelo mundo – há, por exemplo, muito das ruas de Johannesburg, na África do Sul sob diferentes lentes de diversos contribuintes. Há de tudo um pouco, mas gostamos mesmo é da pegada deles na África do Sul.

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Foto Streetgeist (http://www.streetgeist.com/)

De Los Angeles, Califórnia, EUA, gostamos do Streetgeist. É um blog que começou na Grécia e hoje está baseado em LAX, mas que busca diversão, criatividade, imaginação e o inesperado, além de muito estilo, pelas ruas da cidade dos anjos.

Brasil? É uma outra história…

Temos nossos preferidos no Brasil também. Infelizmente a riqueza de nossas ruas é pouco registrada. Apresentamos pouca produção de street style bom, verdade seja dita. Como falamos no começo deste post, tem muita gente confunde com look do dia e aí já viu… vira uma bagunça!

No entanto, temos sim alguns blogs bacanas e confiáveis que fazem street style. É necessário, no entanto, avisar que alguns começaram bem, ou melhor, muito bem, mas, no meio do caminho, acabaram se perdendo, são abandonados, ou mudam o foco e não avisam o leitor… mas o pior mesmo é ficar poluído com muita, mas muita muita muita publicidade e a equipe da Tendere acaba por perder o gosto de pesquisar neles. Vamos destacar pouquíssimos aqui, apenas os que gostamos e acompanhamos.

Às vezes olhamos o Style BR, mas em março o blog mudou de endereço e o novo deixado lá não funciona, mas a gente fuçou, e encontrou [há um erro no link colocado no blog antigo]. A mudança demonstra uma nova versão que não tem foco só no streetstyle (que pena!), mas deixa clara a nova atualização da proposta. E quando um blog cresce tem que fazer escolhas. Porém, temos que fazer uma pequena crítica: peca pelo excesso de informação gringa, sobretudo, para quem tem BR no nome. Ponto positivo? Tem uma busca pelo inusitado e pelo criativo que é bacana. No novo formato coloca que o foco é Brasil, mas as primeiras fotos de street style são todas na gringa… volta a olhar para cá Style BR! Precisamos de bons olhos, de bons registros de moda das ruas de nosso país.

foto 11 StreetStyle SP
Foto StreetStyle SP (http://streetstylesp.com.br/index/)

O blog Street Style São Paulo é um daqueles que gostamos muito. O SSSP mostra muito bem a deselegância discreta de nossas meninas, meninos e estabelecimentos comerciais… Enfim, quando o paulistano (nativo ou não, sim, porque em São Paulo tem muito paulistano que não nasceu por lá, mas que, ou foi criado, ou adotou a cidade) relaxa ele tem uma bossa incrível. O problema é ele relaxar… O SSSP é da mesma galera que faz o Street Style POA. Street Style POA que já teve uma curadoria muito boa, a qualidade baixou um pouco porque estão colocando muito publieditorial e achar street style de verdade no blog está cada vez mais difícil (infelizmente é o caminho que já vislumbramos para o SSSP…). Uma pena, sempre usávamos como referência, agora, cada vez menos. Virou um ótimo blog de consumo de moda e lifestyle local. Também pedimos a vocês: voltem a fazer aquele street style de qualidade que faziam! Pode fazer publicidade, mas não a ponto de ter mais publicidade que  conteúdo de street style, ok?

Rio Etc. é bem bacana, e se você está em busca daquela inspiração ‘carioca de ser’ é um ótimo site que tem uma seção de street style que destrincha os espaços mais manjados (e outros nem tanto assim) e criativos da cidade maravilhosa. Sempre estamos de olho, afinal, é muito maneiro!

Foto 9 Desenroladas
Foto Desenroladas (http://blogs.diariodonordeste.com.br/desenroladas/)

No Ceará temos o despretensioso blog de moda do jornal Diário do Nordeste, o nome do blog é Desenroladas. Vezes em quando fazem um street style local e isso nos enche de felicidade, porque aí podemos ver algo que não seja reprodução de visualidades da gringa. O Ceará tem uma vivacidade tão grande de moda que é tão pouco explorada.

Assim como esse blog há diversos no NE, N e CO do Brasil que são blogs de moda e que as vezes fazem um street stylezinho… uma pena não termos mais blogs especializados nestas regiões e mesmo no Brasil. Acompanhamos diversos blogs e sites para encontrar alguma coisa aqui e outra acolá. Temos uma criatividade imensa andando pelas ruas e não sendo registrada…

Lógico que tem mais, mas não dá para falarmos de todos… infelizmente…Até porque no universo de street style há muita coisa que nasce, cresce e morre em questão de um ou dois anos. Portanto, quando formos falar de street style de novo, provavelmente, falaremos e indicaremos outros blogs, sites e tumblrs. Mas é assim mesmo, internet e moda são coisas aceleradas e nem tudo dura para sempre.

Uma coisa é certa: a cidade, a rua pode ser encantadora, se você prestar a atenção nela e abrir o coração (e os olhos) para quem propõem coisas diferentes do que você acha certo ou errado. Novas possibilidades se abrem e só assim dá para ser criativo.

Curso de Arte e Moda

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A Tendere realiza exclusivamente para a Butique de Cursos Ana Vaz o curso de Arte e Moda.

Por que fazer o curso: para ampliar o repertório cultural e compreender o diálogo entre arte e moda, e o papel deste diálogo no mundo contemporâneo. Adicionalmente, essa compreensão colabora significativamente para a leitura e a construção da imagem pessoal.

A quem se destina: a todas as pessoas interessadas em ampliar o repertório sobre arte, design e moda, estudantes e profissionais da área de moda e imagem pessoal.

Vagas limitadas: mínimo 4, máximo 8.

Agenda e carga horária: 5, 12, 19/05 e 02/06, das 19h às 22h; 12h de duração.

Faça a sua inscrição aqui.

Conteúdo

1. Definição de arte, design e moda e seus processos históricos e atuações culturais em nosso mundo.
2. Moda e Arte no século XX – mudanças de significado
3. Moda e Arte do século XX – estabelecimento de novos parâmetros
4. Século XXI – A moda nos museus de arte e a arte ganha as passarelas

Docente:

Patricia Sant’Anna
Doutora em História da Arte (Unicamp), Mestre em Antropologia (Unicamp), Especialista em Museologia (USP) e Bel. em Ciências Sociais (Unicamp). Pesquisadora da relação arte e moda desde 1997, é fundadora e líder do Grupo de Estudos em Arte, Design e Moda da Unicamp. Participou de estudos em museus de arte sobre vestuário como o Museu Paulista e o MASP. Lecionou História da Moda nas principais escolas de moda do país e hoje é professora na pós-graduação do IED-SP e Diretora de Pesquisa da Tendere.

Data: de 5, 12, 19/05 e 02/06, das 19h às 22h

Investimento e formas de pagamento: R$ 790 parcelados em até 10 vezes sem juros pelo cartão de crédito, ou boleto à vista, ambos através do PagSeguro. Para pagamento parcelado em cheque, ou à vista em cheque/dinheiro entre em contato com falecom@anavaz.com.br

Inscrições: Sua vaga será garantida somente a partir da aprovação da compra do curso clicando em MATRICULE-SE, no final da página, ou após negociação e aceite através do e-mail falecom@anavaz.com.br.

Local: Butique de Cursos Ana Vaz – Av. Dr. José Bonifácio Coutinho Nogueira, 214, sala 626 – Spot Galleria (atrás do Galleria Shopping), Campinas.

Formação em Moda – Cultura, Imagem, Comunicação e Negócios

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A Butique de Cursos Ana Vaz e a Tendere Pesquisa de Tendências e Soluções em Negócios Criativos vem oferecer a Campinas e região o Curso de Formação em Cultura, Imagem, Comunicação e Negócios da Moda (curso livre).

Por que fazer o curso: para construir e/ou ampliar repertório técnico e cultural que agreguem valor a sua atuação e aumentem sua empregabilidade no complexo mercado de moda e imagem contemporâneo. Para ter acesso a um rico conteúdo multidisciplinar, ministrado por uma variedade de profissionais atuantes, experientes e bem sucedidos em suas áreas – especialistas em áreas tão distintas e complementares como Comunicação, Antropologia, História, Semiologia, Design, Artes, Psiquiatria, Finanças, Negócios, entre outros. Para ter acesso a temas muitas vezes presentes apenas em cursos de graduação ou pós-graduação da área de moda.

A quem se destina: empreendedores e profissionais da área de moda, imagem pessoal, visagismo e beleza, que desejam aprimorar seu repertório e aumentar seu domínio sobre temas indispensáveis para a construção de uma atuação mais técnica, versátil e robusta. Estudantes também são bem-vindos.

Vagas limitadas: mínimo de 4 máximo de 10 participantes.

Agenda e Carga Horária: Quintas-feiras, das 19h00 às 22h30  – 119 horas de curso.

– 2016: quintas, de 01/09 a 08/12

– Férias de 09/12/2016 a 18/01/2017

– 2017: quintas, de 19/01 a 08/06/2017. Não haverá aula nos dias 01/03 e 20/07.

 

Faça a sua inscrição aqui. 

Conteúdo

· Módulo 1: Cultura de Moda

o Introdução à cultura de moda

o Conhecimento histórico (fontes) e história do vestuário

o História da moda

o Moda e cultura visual contemporânea

o Semiótica e moda

o Pesquisa de moda na Internet

o Diálogo entre moda e beleza

· Módulo 2: Criatividade e Tecnologia da Construção de Vestuários

o Processos criativos: estimulando e direcionando a criatividade

o Desenhos de moda: do técnico à ilustração, conhecendo a criação e expressão

o Design de superfície e cultura da estampa

o Introdução à tecnologia têxtil

o Conceitos básicos para desenvolvimento e avaliação de modelagem, construção, e acabamentos

o Desenvolvimento de coleção

o História e cultura dos calçados e acessórios em couro

o Diálogo entre moda e beleza

· Módulo 3: Comunicação e Imagem

o Princípios de comunicação e imagem de moda

o Jornalismo e crítica de moda

o O Cérebro na moda

o Criação de imagem e styling de moda

o Conteúdo de moda na internet

o Conteúdo de moda na internet para o varejo

o Ativação de Mídias Sociais

o Consultoria de Imagem: Pessoal e Desenvolvimento Profissional

· Módulo 4: Negócios

o Planejamento de Carreira

o Empreendedorismo e Inovação: Economia Criativa e os negócios de moda

o Gestão de um negócio de moda: pessoas, projetos, produção e gestão empresarial

o Logística de Moda

o Gestão Financeira para Economia Criativa

o Marketing de Moda

o Merchandising de Moda: atacado, varejo e atacarejo

o Comprar e Vender Moda

o Comunicação e Networking

Docentes

· Coordenação: Ana Vaz e Patricia Sant’Anna

· Docentes por ordem alfabética

o Ana Vaz

o Caline Migliato

o Camila Dalla Costa

o Felícia Biekarck

o Fernanda Junqueira

o Juliana Lopes

o Luciana Haddad

o Mariane Cara

o Paula Hubner

o Patricia Sant’Anna

o Rosangela Rubbo

o Telma Trigo

o Victor Barboza

o Vivian Berto

o Vivian Whiteman

Material de apoio: apostila eletrônica.

Local:Butique de Cursos Ana Vaz – Av. Dr. José Bonifácio Coutinho Nogueira, 214, sala 626 – Spot Galleria (atrás do Galleria Shopping), Campinas. Aula prática no Iguatemi Shopping, Campinas.

 

Quem disse que moda e literatura não conversam? + lista de obras essenciais para você ler

Por Patricia Sant’Anna

 

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Dizem muito que brasileiro não gosta de ler. Mas conheço muita gente que gosta. Uma vez dando aula, perguntei em sala de aula se os alunos gostavam de ler, e minha surpresa ao ver menos de um terço da sala de aula levantar a mão foi inconteste. Afinal, não estava em um curso de exatas, mas de comunicação… sim, isso mesmo.

Um professor faz essa pergunta em uma sala deste tipo apenas retoricamente, para ‘puxar papo’ com os alunos no começo do semestre… bem, com o resultado fiquei chocada, desestimulada e, de certa forma, com pena destes alunos, afinal, só eles tinham a perder com isso!

Ler não só aquilo que parece “útil” à primeira vista

Bem, ler um blog é um passo para gostar de ler. Mas ler literatura e poesia é dar voz a cantos de sua mente e sentimentos que você nem sabia que existia, coisas que só são verbalizadas pelos escritores. Você descobre formas de expressar, possibilidades de estar no mundo, vivências que nunca imaginou, mas, que de repente, já sentiu… mas não sabia como verbalizar. Literatura deixa tudo mais rico.

Sabemos que não são todas as famílias e escolas que incitam as crianças e jovens a ler. Portanto, vamos dar aqui algumas dicas de como pegar gosto. Não tenha preconceitos quanto ao suporte. Papel, tablet, celular, edição de luxo ou popular, xerox ou original, o que importa é o texto.

1. Primeiro de tudo: aprenda a se concentrar. Sei que estamos na época de ser multitarefas, mas o grande prazer da leitura é se desconectar do que está em volta e entrar em um outro mundo. Portanto, busque se desligar do que está em volta. Comece por textos curtos: revistas, artigos, contos e poemas. Não tenha medo de escrever anotações, pensar em voz alta ou suspirar. Pode ser best seller também, é um jeito de aprender a se concentrar.

2. Não escolha a leitura de maneira funcional, isto é, só ler aquilo que você vai aplicar em sua vida profissional ou pessoal. Abra-se a ler para fora e seu universo, aí é que há riqueza na leitura. Se esse conhecimento será um dia útil são outros quinhentos. O prazer é algo do momento, ligado ao agora, não ao futuro. Quando estiver lendo, viva o momento que está em suas mãos.

3. Ler precisa virar hábito, daqueles que se a gente não faz, sente falta. Portanto, somente tornando-o cotidiano você vai compreender do que estamos falando… entende?

 

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4. Uma coisa que eu acho bastante problemática é quando alguém vira e fala que determinado autor é chato e isto viraliza… e pior, vira desculpas para não ler esse ou aquele autor. Independente do que os outros falem, não deixe de ler pelos outros e forme você a sua opinião.

Dica: às vezes não é que o autor é chato, é que quem leu não entendeu. Tem gente que não se sente desafiada, mas sim indignada. É estranho, mas é mais comum do que se imagina. O fato de um livro ter ideias complexas, difíceis, não faz dele um livro chato, e sim desafiador.

5. Ler um texto acadêmico é diferente de ler um texto de literatura (seja prosa ou poesia). O prazer obtido também é diferente. Para quem está entrando na faculdade, saiba: quanto antes você tomar gosto e compreender como é construído esse tipo de comunicação com o leitor, mas rapidamente terá prazer ao ler.

Dica de ouro: textos acadêmicos são escritos para pares (para pessoas que tem o mesmo nível do pesquisador/pensador), portanto, são leituras de desafio, você corre atrás do autor e não ele atrás de seus leitores… Ele definitivamente não está escrevendo um livro didático, ou para ensino fundamental, jamais se esqueça disso. Ele está doando uma parte do conhecimento que ele construiu em sua vida para o leitor. Então ler e compreender o contexto da escrita é o mínimo para poder compreendê-lo.

Ler é um ato contínuo para quem faz pesquisa, mas a leitura de literatura abre pensamentos e sentimentos que muitas vezes nem sabemos que existiam dentro de nós.

Por isso, é sempre importante termos momentos para sorver esse tipo de arte. Em prosa ou poesia, nos formatos mais tradicionais ou nos mais experimentais, seja antigo ou contemporâneo, um clássico ou um best seller, ler é sempre uma aventura que nos traz muitas novas sensações ou ressignifica antigas.

O vestuário como figurino dos personagens ajuda na sua construção. O vestuário como metáfora é poderoso. A interação social e também introspectiva do personagem se dá a partir deste universo descritivo de sua aparência, que Roland Barthes tão sagazmente chamava de ‘vestuário-palavra’.

Minha lista preciosa de literatura:

Segredinhos que ajudaram a minha formação para a pesquisa, as tendências, a moda e a vida:

1) Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Grey
2) Machado de Assis, Dom Casmurro
3) Virginia Woolf, Orlando: uma biografia
4) Gustave Flaubert, Madame Bovary
5) Joaquim Manuel de Macedo, A moreninha
6) Jack Kerouac, On the road
7) Charles Baudelaire, A passante (poema)
8) Charles Baudelaire, O pintor da vida moderna
9) Honoré de Balzac, Traité de la vie elegante
10) Honoré de Balzac, A mulher de trinta anos
11) Truman Capote, Bonequinha de luxo
12) F. Scott Fritzgerald, O grande Gatsby

E tem alguns posts bacanas e que sugerem outras leituras aqui e aqui.

Boa leitura!

Curso de Arte e Moda

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Do vestido Mondrian de Yves Saint Laurent até as bolinhas de Yayoi Kusama nos produtos da Louis Vuitton. Arte e moda fazem conexões o tempo todo, constroem diálogos, e conhecer esses diálogos se torna imprescindível para aumentar nossa cultura de moda e nosso repertório – seja para desenhar uma coleção, construir imagem de moda como consultora ou mesmo para começar uma pesquisa na área.

A Butique de Cursos Ana Vaz está lançando mais um curso em parceria com a Tendere em Campinas. O curso de Arte e Moda dá um panorama amplo sobre esse universo, amplia o repertório cultural e ajuda a compreender esse diálogo, desde seu princípio, no século XX, até as manifestações entre a arte contemporânea e a moda.

O curso foi desenvolvido pela Tendere especialmente para a Butique de Cursos Ana Vaz.

Confira o conteúdo:
1. Definição de arte, design e moda e seus processos históricos e atuações culturais em nosso mundo.
2. Moda e Arte no século XX – mudanças de significado
3. Moda e Arte do século XX – estabelecimento de novos parâmetros
4. Século XXI – A moda nos museus de arte e a arte ganha as passarelas

 

Quem ministra o curso é a diretora de pesquisa da Tendere, Patricia Sant’Anna. Doutora em História da Arte, Mestre em Antropologia Social, bel. em Ciências Sociais, tudo pela Unicamp, e ainda especialista em Museologia pelo MAE-USP, Patricia conhece bem o tema – que foi sua pesquisa de doutorado.

Espere um curso com muito conteúdo, mas leve, prazeroso e divertido, como a arte e a moda podem ser. E, é claro, no ambiente superagradável da Butique de Cursos!

O curso acontece nos dias 15 e 16 de fevereiro, das 9h30 às 17h.

Você pode fazer a inscrição aqui no site. Corra porque as vagas são limitadas: para garantir a qualidade, são oferecidas no máximo 8 vagas!

Curso de Arte e Moda na Butique de Cursos Ana Vaz

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Do vestido Mondrian de Yves Saint Laurent até as bolinhas de Yayoi Kusama nos produtos da Louis Vuitton. Arte e moda fazem conexões o tempo todo, constroem diálogos, e conhecer esses diálogos se torna imprescindível para aumentar nossa cultura de moda e nosso repertório – seja para desenhar uma coleção, construir imagem de moda como consultora ou mesmo para começar uma pesquisa na área.

A Butique de Cursos Ana Vaz está lançando mais um curso em parceria com a Tendere em Campinas. O curso de Arte e Moda dá um panorama amplo sobre esse universo, amplia o repertório cultural e ajuda a compreender esse diálogo, desde seu princípio, no século XX, até as manifestações entre a arte contemporânea e a moda.

O curso foi desenvolvido pela Tendere especialmente para a Butique de Cursos Ana Vaz.

Confira o conteúdo:
1. Definição de arte, design e moda e seus processos históricos e atuações culturais em nosso mundo.
2. Moda e Arte no século XX – mudanças de significado
3. Moda e Arte do século XX – estabelecimento de novos parâmetros
4. Século XXI – A moda nos museus de arte e a arte ganha as passarelas

 

Quem ministra o curso é a diretora de pesquisa da Tendere, Patricia Sant’Anna. Doutora em História da Arte, Mestre em Antropologia Social, bel. em Ciências Sociais, tudo pela Unicamp, e ainda especialista em Museologia pelo MAE-USP, Patricia conhece bem o tema – que foi sua pesquisa de doutorado.

Espere um curso com muito conteúdo, mas leve, prazeroso e divertido, como a arte e a moda podem ser. E, é claro, no ambiente superagradável da Butique de Cursos!

O curso acontece de 10/09 a 01/10 (toda quinta-feira), das 19h às 22h15, com carga horária total de 12h.

Você pode fazer a inscrição aqui no site. Corra porque as vagas são limitadas: para garantir a qualidade, são oferecidas no máximo 8 vagas!

10 razões pra ir ao Seminário de Tendências

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Falta apenas uma semana para o Seminário de Tendências – onde vamos falar de Primavera-verão 2016-17. O evento vai ser realizado no dia 22 de maio, no auditório da Livraria do Galleria Shopping, aqui em Campinas.

O formato do Seminário é pensado não só para indicar tendências criativas para suas próximas coleções, mas também contextualizá-las no cenário produtivo e de consumo de moda no Brasil.

Separamos abaixo dez razões por que você deveria ir ao Seminário. Ilustramos ainda com algumas tendências confirmadas da Tendere, apresentadas nos últimos eventos!

 

 

1. O conteúdo é extenso e completo, mas nem por isso cansativo. Inspirar e dar boas ideias para suas coleções e negócio é o nosso principal foco!

2. Falamos de tendências de consumo, formação de gosto e tendências criativas. E acreditamos também que uma boa base de mercado, apresentada de maneira lúdica, dá embasamento para você tomar decisões mais assertivas. Além disso, o contexto econômico contribui muito para prospectarmos tendências mais subjetivas lá na frente.

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3. Você recebe o material na íntegra depois do evento.

4. A palestrante principal, Patricia Sant’Anna, que também é fundadora da Tendere e diretora de pesquisa, tem experiência com moda desde 1997, foi professora em diversas graduações de moda das mais conceituadas (como Anhembi Morumbi, IED e Senac), e já deu consultoria sobre Moda, Economia Criativa e Design Estratégico para instituições como IBGM e Itaú Cultural. Atualmente, leciona na pós-graduação no Senac, IED e Unipê.

5. Nosso processo de pesquisa é transparente: não temos medo de revelar tudo em relação aos nossos estudos de tendências. A pesquisa de tendências não é feita em bola de cristal – a prospecção sobre o futuro tem relação direta com mercado, formação de gosto e sensibilização estética. Nós nos baseamos no contexto cultural, social e econômico que estamos vivendo e no lifestyle dos grupos de gosto que existem no Brasil, complementado com um pouco de streetstyle mundial para prospectar peças-chave. Para se perceber tudo isso, um amplo repertório (em moda, arte contemporânea, design gráfico e de produto, música, arquitetura, movimentos sociais e culturais, dentre outras coisas) para afiar e afinar o nosso olhar para prospecção são essenciais. É aí que mora o diferencial da Tendere e seus pesquisadores, com formação nas mais diversas áreas.

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6. Nem só de referências criativas vive uma boa apresentação do resultado de pesquisa de tendências. Nós indicamos os contextos, as possíveis leituras a partir do gosto e algumas soluções, ou seja, sugestões em materiais, peças-chave de vestuário feminino, masculino e infantil, em joalheria, calçados, acessórios e até decoração e design de interiores.

7. Nós temos a preocupação em, apesar de andar alinhados com o que acontece no mundo todo em questão de criatividade, design e tendências, mostrar referências nacionais e que estejam próximas do nosso dia a dia. Não adianta nada mostrar aquele têxtil belíssimo de Mianmar como inspiração da estação se a maioria dos consumidores brasileiros mal sabe onde o país fica no mapa. Trabalhar com referências próximas, sem perder o foco no mundo (afinal, estamos falando de moda!) é importante. Resultado: design de moda global para o gosto local.

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8. E que tal fazer networking com outros profissionais de empresas da área de moda? Seja para conhecer clientes, fornecedores, novos parceiros ou simplesmente para trocar experiências, os momentos de pausa entre as palestras do Seminário são propícios para um cafezinho, um lanchinho e um networking descontraído.

9. O Seminário tem patrocínio e apoio de empresas e instituições consolidadas no mercado e não só de moda, mas de várias áreas da indústria criativa. Dê uma olhada nos parceiros incríveis aqui!

10. No fim das contas, o que faz o Seminário de Tendências especial de verdade é… você. Só um público que tem repertório para compreender tanta informação e ainda contribui com as colocações e questões mais interessantes é que faz o evento ser um passo além no assunto. No Seminário não há leigos quando o assunto é moda, design, tendências e criação.

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O Seminário ainda tem vagas! – você pode fazer a inscrição aqui. Também pode ver a programação e mais informações aqui. Se a sua empresa exige outras formas de pagamento e precisa de nota fiscal, não hesite em entrar em contato com a gente aqui: tendere@tendere.com.br.

Nos vemos na sexta-feira? =D

Vivian Berto

Empoderamento feminino na internet – entrevista com Ana Paula Passarelli

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Em que pé está o feminismo hoje? As discussões de gênero e a questão do empoderamento feminino tomaram as redes sociais e a mídia nos últimos meses, principalmente na questão da publicidade. Você deve ter visto os casos da Skol, da Always, da Risqué e de muitas outras que, além de não conversar com o público feminino, ficam presos a conceitos ultrapassados de desejos e aspirações femininas e, além disso, presos ao que os publicitários, em sua maiores homens, pensam acerca das mulheres.

 

Plano-Feminino-Passa-ViviAna Paula Passarelli (à direita), com a fundadora do Plano Feminino, a jornalista Viviane Duarte.

 

 

Como a gente pode discutir o empoderamento feminino? Será que a gente ainda pode falar de feminismo hoje? Para responder essas questões, entrevistamos Ana Paula Passarelli, uma das fundadoras do portal Plano Feminino. Passarelli também já foi gerente de Marketing Digital do grupo Morena Rosa e da Dafiti.

 

Tendere: Qual é o público do Plano Feminino? E quais são os temas de maior interesse das leitoras(es)?
Passa: Hoje o Plano Feminino® tem três grandes públicos: Mulheres de carreira, mulheres empreendedoras e mulheres que não se identificam com os sites de conteúdo feminino que tem à disposição.
Todas vêm ao nosso site em busca de conteúdo real e mais próximo da realidade e seu dia a dia. De empreendedorismo à vida saudável, o que elas sabem é que no Plano Feminino® elas podem confiar pois teremos ótimas discussões e textos sobre o cotidiano da mulher contemporânea.

T: Qual o posicionamento das mulheres atualmente com relação ao feminismo? Você acha que elas estão dispostas a exigir mais em relação à igualdade de salários, direitos da mulher e questões mais difíceis?
Passa: Nós acreditamos no feminismo que não exclui o homem da luta da mulher por igualdade. Juntos somos melhores e nos complementamos. No Plano Feminino® focamos no processo educacional para fazer a balança se equilibrar. O feminismo tem sido pintado com violência e agressividade, o que tem distanciado muitas pessoas da causa.
A mulher tem mais acesso à informação, o próprio Plano Feminino® é um potencializador dessa informação. Quando ela está mais informada dos seus direitos, sabe cobrar e se fortalecer nas discussões, decidir sobre seu corpo e sua carreira.

T: Qual é a importância de se promover o empoderamento feminino na internet?
Passa: A internet é o facilitador da informação. Quanto mais um assunto for levantado em pautas e opiniões, mais ele é lapidado e fortalecido. Empoderar uma mulher é mudar paradigmas da sociedade atual e fortalecer a figura feminina como catalisador de transformação social e nunca foi tão importante abordar o tema, como nos dias de hoje.

Vivian Berto

Foto: Creative Commons. Harry Rowed. Canada. National Film Board of Canada. Photothèque. Library and Archives Canada, e000762820