By tendere

Tendere Estúdio

Faça a sua coleção conosco!

Por Patricia Sant’Anna, Letícia Galatti e Clarissa Cardoso

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Quem veio no último seminário da Tendere ficou sabendo da novidade: a Tendere está com um novo MVP (Minimal Value Product) na praça… É a Tendere Estúdio. Este novo braço da Tendere ajuda marcas de moda a desenvolver sua coleção, da criação até o desenvolvimento, e o objetivo é você obter sucesso. Sim, isso mesmo! Criação e Desenvolvimento em um mesmo lugar, e com profissionais que escutam sua demanda, estudam o seu segmento e darão as melhores soluções para a sua demanda, pois são atualizados com as últimas tendências da Tendere. Sem preconceito atendemos feminino, masculino e infantil. E, de quebra, também ajudamos na composição do mix de produtos.

Para você compreender os serviços que a Tendere Estúdio oferece vamos detalhar um pouco aqui abaixo. Antes é importante que você saiba, nós subdividimos os trabalhos em duas frentes: criação e desenvolvimento.

Momentos de Processo Criativo: desenhos, pesquisas, referências para um produto que seja a cara da sua marca!

 

Criação

A criação é um momento crucial na hora de compor uma coleção. Os designers da Tendere Estúdio já têm disponíveis as pesquisas da Tendere (que tem foco em Brasil e Hemisfério Sul), além disso, eles estudam os segmentos que o cliente atende e a linguagem da marca. A partir daí eles desenvolvem suas pesquisas e desenham as coleções (ou modelos, de acordo com a necessidade do cliente). Os desenhos são enviados e debatidos com o cliente, ajustes podem ser feitos, e após aprovação a criação é entregue em fichas criativas.

A criação também pode desenvolver estampas exclusivas para que a sua coleção não seja igual a nenhuma outra do mercado… Mas, ao mesmo tempo, desperte o desejo de seus clientes falando a linguagem de moda que as pessoas desejam falar.

Outros serviços que a Criação oferece:

  • Mood boards com palestra para equipe de compradores, marketing e comunicação da marca para que todos compreendam a coleção em profundidade;
  • Criação de cartela de cores com embasamento para as segmentações a serem atendidas;
  • Organização de processo criativo e empresas em fase de expansão ou remodelagem (etapas, cronograma e como organização da memória e produção de conhecimento da marca), etc.
Objetivo do Desenvolvimento: tornar a criação viável enquanto produto de moda!

 

Desenvolvimento

Um dos grandes ‘dramas’ das marcas de moda é: tenho a criação… Mas como viabilizar? Aí entra o desenvolvimento, que pesquisa materiais, fornecedores, desenvolve a piloto, testa modelagens, faz provas e ajustes (de acordo com o cliente) e após aprovado todo o processo entrega: peça piloto, modelagem e ficha técnica.

Outros serviços que o desenvolvimento faz:

  • Ficha Técnica completa;
  • Desenvolvimento de fichas técnicas para clientes que não tem modelo próprio;
  • Soluções para processos de desenvolvimento em empresas de moda em fase de expansão e/ou remodelagem (etapas, cronogramas, como desenvolver a partir de criações) etc.

A Tendere Estúdio, como falamos no início deste post, está em período de MVP, por isso, atendemos a RMC (Região Metropolitana de Campinas) e São Paulo. Hoje você pode nos contatar via Tendere, em Campinas. Mas em breve, poderá nos contatar em São Paulo, pois a Tendere Estúdio ficará localizada no Bom Retiro. Isso mesmo, a Tendere Estúdio será o braço da Tendere em São Paulo.

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As designers que estão nessa empreitada com a Tendere são: Clarissa Cardoso, que você já conhece como curadora de conteúdo (blog Cool and Cheap http://coolandcheap.tendere.com.br/) e pesquisadora da Tendere, ela é responsável pela parte de criação; e com ela temos Letícia Galatti, designer apaixonada por desenvolvimento e que adora dar soluções criativas para coleções de moda. Elas têm muita experiência no mercado, de pesquisa e juntas se complementam e lideram esse novo braço da Tendere.

Quer saber mais? Quer fazer sua coleção conosco? Precisa de ajuda para organizar o processo criativo-produtivo de sua empresa de moda? Entre em contato:

estudio.criacao@tendere.com.br ou estudio.desenvolvimento@tendere.com.br

Clarissa e Letícia podem tirar suas dúvidas!

 

Tendere Franquia: agora você pode ser um pesquisador e fazer parte da equipe Tendere em sua região.

Tendere cria formato inédito para ampliar acesso a informações de pesquisadores de sua rede

Por Patricia Sant’Anna

 

Fundada em 2011, quando foi incubada na Unicamp, a Tendere Pesquisa de Tendências e Soluções é a primeira empresa de pesquisa de tendências dedicada a compreender o Hemisfério Sul. Sua expansão ampliou-se em 2016, após consultoria da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), momento embrionário do lançamento da franquia de serviços nacionais de pesquisa de tendências e soluções criativas. “O objetivo central é levar as melhores informações estratégicas e práticas de uso de tendências e soluções criativas, via franqueados, para todo o país. Os franqueados terão treinamento nas expertises da Tendere e terão apoio da Fábrica de Inteligência da empresa para atender com sucesso seus clientes”, disse Patrícia Sant’Anna, Fundadora, CEO e Diretora Criativa da Tendere.

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Patricia Sant’Anna (CEO e Diretora Criativa Tendere) e Vivian Berto (pesquisadora Tendere) em ação no 12º. Seminário Tendere de Tendências.

 

O trabalho segue metodologia criada pela equipe da Tendere, feita especialmente para a realidade do hemisfério sul e Brasil, que busca o desenvolvimento de prospecções futuras na indústria criativa, prevendo tendências: “Observamos que a formação de gosto no Brasil dialoga francamente com a América Latina, parte dos Estados Unidos, África Subsaariana e Oceania. Nossos pesquisadores mesclam visões antropológicas, geográficas, históricas e estéticas”, explica Patricia Sant’Anna. O levantamento de perfis de gostos brasileiros, através do Future Studies da Tendere conectou empresas a soluções sob medida para a identidade de seus consumidores.

Logo da Tendere

 

Como funciona?

A(O) candidata(o) a franqueada(o), depois de passar pela seleção, aceitar a COF (Circular de Oferta de Franquia), assinar o contrato, e pagar a taxa de franquia, terá um treinamento, de uma semana em que ele aprenderá não só a ter um negócio (administração, financeiro, comercial e marketing local) quanto de pesquisa (metodologia Tendere de pesquisa local qualitativa). Também receberá um treinamento sobre como trabalhar em casa (home office), imagem e etiqueta empresarial.

O treinamento é realizado todo em Campinas (SP), e é presencial. Após esse período de duas a três semanas será iniciada a “microfranquia de baixo investimento (home office e teletrabalho)”, que tem no franqueado um parceiro que é um pesquisador local, aplicador dos métodos que para atendimento de modelagem de negócios criativos e prospectador de novos negócios da Tendere.

“Para montar um home office do zero e equipamentos de teletrabalho, o candidato deve investir entre 4.000,00 e 5.000,00 (dependendo da região do país). Prevemos o custo de R$500,00 por mês com deslocamentos até o cliente e alimentação”, diz Sant’Anna. “Além disso, mensalmente a franquia necessita pagar uma série de taxas padrão do sistema de franquia, como, por exemplo, taxa de marketing, royalties, entre outros. O valor de investimento total inicial é de R$35.000,00, o que caracteriza a franquia como microfranquia. Mas até o final do ano estamos com o preço de lançamento que é de 20.000,00. Esse cálculo visa pagar o uso da marca e da expertise da Tendere, bem como entrar em nosso sistema de franquia”, complementa.

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A esquerda Helder Oliveira (CFO e Pesquisador Tendere) no estande da Tendere na Feira da Associação Limeirense de Joias (ALJ), a ALJoias, Limeira-SP. A direita Patricia Sant’Anna (CEO e Diretora Criativa Tendere) no estande da Tendere na Feira do Empreendedor Sebrae, em Cuiabá-MT.

É responsabilidade da Tendere dar todo apoio de pesquisa e inteligência, bem como divulgar a marca na mídia de maneira a fazer conhecida e ter uma imagem positiva para os futuros clientes da(o)s franqueada(o)s (marketing estratégico da marca – assessoria de imprensa, publicidade, participação em eventos etc.).

Público-alvo

Profissionais da área de moda, design ou área criativa com perfil de pesquisa e/ou mercado. As áreas atendidas são moda; arquitetura e decoração; beleza; P&D (eletrônicos e linha branca, por exemplo); produções culturais; patrimônio; artes e publicidade.

Moda Ética

Os projetos desenvolvidos pela Tendere têm como valor a busca por processos sustentáveis em toda a rede criativo-produtiva da moda, da matéria-prima ao varejo e, posteriormente, o descarte. “A moda ética, tem como base pensar a sustentabilidade como um valor que é necessário hoje em dia para as empresas terem futuro. Na moda abre diversas possibilidades como o consumo consciente, o design circular, upcycling e a moda inclusiva”, explica Patricia, A Tendere é realizadora oficial do evento “Fashion Revolution” em Campinas-SP (sobre moda sustentável), idealizadora e organizadora do “Fashion Friday” (sobre visão crítica frente a moda), “Seminários Tendere” (cenários futuros e tendências para a indústria criativa) e é apoiadora há anos do Concurso Internacional “Moda Inclusiva”. Além disso, os pesquisadores e profissionais da Tendere, não raro, estão envolvidos em palestras e treinamentos em que levam os valores da moda ética e de práticas sustentáveis para a economia e indústria criativa.

Ficou interessado?

Entre em contato com a Tendere via o email franquia@tendere.com.br , estamos disponíveis para tirar as suas dúvidas.

 

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Tendere faz a pesquisa e coordena a escolha da Cor do Ano 2018 das Tintas Eucatex: EUCALIPTO 2938E

Exemplo de uso da cor Eucalipto, montagem equipe de marketing Eucatex

 

A Tendere fez a pesquisa e coordenou a escolha da cor do ano 2018 da Tintas Eucatex. A cor eleita foi a Eucalipto 2938E. Trata-se de um tom da cor verde, esta é repleta de significados: sugere uma conexão com a natureza, saúde, energia, liberdade e esperança. Em um tom profundo e acinzentado significa seriedade para tratar justamente destas conexões que hoje estão desgastadas em nossa contemporaneidade. Também é um tom de verde que conversa e faz sentido para a diversidade da exuberante e vibrante cultura brasileira.

Eucalipto é um tom que inspira vínculo e ao mesmo tempo reflexão em relação ao meio ambiente, de maneira elegante, urbana e contemporânea, por meio de seu tom acinzentado. Ele aparece tanto em tendências de moda quanto em decoração. A tonalidade permite explorar o uso da cor de forma equilibrada, já que proporciona fácil combinação com outras escalas de tons, dos terrosos aos sintéticos. Agradando tanto gostos populares e locais quanto sofisticados e cosmopolitas.

Segundo o gerente de produto, trade marketing e assistência técnica das Tintas Eucatex, Gregório Bastos Alencar, o Eucalipto representa o espírito de liberdade. “Vivemos um tempo em que os olhos estão cada vez mais voltados para a diversidade e para as escolhas individuais. Nossa aposta para 2018 vai ao encontro desse sentimento, harmonizando com as preferências e identidades dos diversos espectros de consumidores no Brasil.”

Pensando na funcionalidade, o verde nesta escala acinzentada torna-se um ótimo recurso para quebrar espaços muito estimulantes, devido a sua aura de compostura e seriedade. Já em locais muito neutros e frios, acrescenta um pouco de conforto e acolhimento. Nos ambientes corporativos pode imprimir também um espírito de responsabilidade, eficiência e preocupação ambiental.

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Moodboard sobre a cor

 

Tendere e Eucatex

A Tendere desenvolve seus estudos de pesquisa de tendência a partir da compreensão da formação de gosto (com base em estudos de Antropologia, Geografia Humana, Teoria da Arte e Estética), tendo especial atenção em como informações internacionais entram e são processadas internamente no país.

O trabalho da Tendere junto a Eucatex foi o de trazer os cenários futuros e as tendências criativas com foco em arquitetura e decoração desenvolvidas para o mercado que a Eucatex lida, isto é, o Brasil. A partir deste ponto, o debate com os especialistas da empresa foi fundamental para podermos unir nossa expertise em pesquisas qualitativas sobre o Brasil (tenências e comportamento de consumidor) com a deles, resultando em uma escolha da cor do ano que é embasada e internalizada por toda a equipe da Eucatex. Fazendo sentido para o mercado que eles atendem, suas culturas de gosto e do morar do Brasil. Outro ponto importante é que também elaboramos as paletas que complementam o uso do Eucalipto, pensando exatamente em como compor a partir das quatro macrotendências. Veja como ficou abaixo.

Quer saber um pouco mais, veja o catálogo digital de tendências da Eucatex:

http://www.eucatex.com.br/cordoano2018/downloads/Catalogo-Digital-Cor-do-Ano-2018-Tintas-Eucatex.pdf

No vídeo fica bem claro como e porque são essas as paletas escolhidas:

É com inspiração na liberdade, maturidade e versatilidade da cor Eucalipto, que as Tintas Eucatex apresentam seus quatro conjuntos de tendências para 2018, que representam os gostos dos grupos de consumidores no Brasil.

Cores em Harmonia

Parque dos Sonhos

O perfil é composto pelas bases da cultura popular, representada pela opulência, exuberância e sensualidade. É uma tendência cheia de referências criativas, que fundem o ocidente e o oriente, em uma atmosfera de sonho, que remete à vívida lembrança de uma tarde despretensiosa de férias da infância, unida à riqueza de formas e texturas da luxuosa Belle Époque Amazônica.

Desconstrução

Como o próprio nome indica, o perfil é inspirado na atitude de adaptar-se ao cotidiano nas grandes cidades, por meio de “gambiarras” e “puxadinhos”. É um grupo que incorpora elementos urbanos – como o concreto e o grafite – para traduzir o espírito de rebeldia e não conformidade com padrões pré-estabelecidos, apresentando referências como o rock dos anos 1980 e 1990.

Etnia Retrô

Etnia Retrô funde referências sobre a estética de produção de outras culturas, em especial a indígena, com a atmosfera glamorosa, despretensiosa e nostálgica do Rio de Janeiro, reunindo uma profusão de estampas geométricas que recaem em tons terrosos, empoeirados e sofisticados. Essa tendência apresenta uma atmosfera alegre e iluminada, que combina com tons de madeiras claras e toques de natureza nos detalhes.

Design Futurista

O grupo é caracterizado por um público com amplo repertório artístico, arquitetônico e de design. Uma tendência que trabalha com questionamentos sobre o futuro, na busca de nosso lugar no mundo, a partir de formas artificiais – construídas pelas mãos do homem -, assim como o uso expressivo de novos materiais, resultando em diversas possibilidades de cores e formas.

Você quer saber qual tipo de tendência se encaixa mais com você? O pessoal da Eucatex montou um quiz só para isso, clique aqui e descubra a tendência que melhor se encaixa em seu estilo.

Pesquisa de Tendência não é adivinhação! É estudo aprofundado de comportamento humano. A Tendere faz isso com esmero e ética. Quer conhecer nossos trabalhos? Semana que vem há o 12º. Seminário Tendere de Tendências – outono/inverno 2019. As inscrições estão abertas! Equipes, Professores e Estudantes têm preços especiais.

Venha! Inscrições clique aqui

Vamos conhecer as cores de 2019? Te esperamos!

Cores e percepções

love the look of worn paint. character.

Patricia Sant’Anna

As cores fascinam e intrigam os homens há muito tempo. Elas têm diversas definições que vão desde ser um efeito físico e químico até a percepção cultural, passando pela sensibilidade treinada de situações contextuais específicas. Da quantidade de variações de branco que um esquimó consegue identificar até pessoas que veem cores ao escutar sons, passando pela maneira como conectamos a cor da pele há uma série de valores simbólicos específicos, as cores estão aí, e ao mesmo tempo são um mistério. Você sabia que o céu não era considerado azul na Antiguidade? Isto porque o contato com a cor na natureza é raro, e quanto mais você convive e é sensibilizado por uma determinada cor, mais sutileza de tons você consegue enxergar.

Nós aprendemos a ver cores! No filme ‘Moça com brinco de Pérola’ (2003) há uma cena primorosa, em que o personagem de Vermeer explica sobre as cores presentes em uma nuvem à serviçal que o ajuda no estúdio. Há mais do que branco em uma nuvem…

Newton, Goethe, Albers etc. enfim, artistas, pensadores e cientistas explicaram cores de diferentes pontos de vista, e todos eles são válidos! Cor luz, cor pigmento, psicologia das cores, aspectos culturais das cores etc. Para o mundo criativo, em especial, para moda, beleza e design elas são um campo de debate muito rico e necessário. Na verdade quanto mais sabemos sobre cores, mais utilizamos com propriedade nas soluções para nossos clientes, no desenvolvimento de uma coleção ou campanha.

Mais de 90% das decisões de compra para a maioria dos produtos da indústria criativa, passam pelo crivo da avaliação visual, na qual a cor é um elemento fundamental. Portanto, quanto mais sabemos e compreendemos sobre moda, melhor.

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As vibrantes cores de uma menina nativa peruana.

Vamos ver alguns vídeos e ler sobre o assunto?

Ismael Pedrosa – Da cor à cor inexistente (1977).

O livro de Ismael Pedrosa é uma maravilha para quem quer começar a compreender um pouco deste universo e seus conceitos e definições. Apresenta as visões e abordagens de maneira didática e com exemplos visuais. Vale demais a leitura no link.

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Josef Albers – Interaction of color (1963, vol. 1 e 2).

Albers destrincha para nós suas pesquisas com saturação e contrastes de cores. Didático e a partir da experiência tácita do artista. A leitura demonstra como é necessário muito treino de olhar para se trabalhar com as cores nas artes visuais, e consequentemente em tudo em que se aplica arte na indústria criativa. Confira o livro no link.

 

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Angélica Dass – The beauty of human skin in every color (2016)

Este TED Talks é muito bacana e pertinente. Angelica Dass, fotografa brasileira, nos apresenta sua pesquisa que correlaciona cor de pele com identidade étnica por meio de uma forma industrial de pensar a cor: o pantone. As pessoas são mesmo brancas, negras, amarelas e vermelhas? Ela leva esse debate a sério e nos faz pensar sobre o assunto de uma perspectiva artísticas e crítica, ao mesmo tempo.

 

Lilian Ried Miller Barros – A cor no processo criativo (2009)

A autora Lilian demonstra, a partir da abordagem da Bauhaus, como a cor pode ser inserida no processo criativo e quais suas implicações na transmissão de sentimentos, sensações e mensagens. Para isso, ela pondera sobre a didática da escola alemã, percebendo a influência da obra de Goethe sobre a escola. Confira o livro no link.

 

Jean-Gabriel Causse – The power of color (2014)

Nós enxergamos cores, mas nós realmente entendemos como elas nos influenciam? Muitas cidades contemporâneas, em especial no Hemisfério Norte, há uma preferencia por cores neutras e desbotadas, qual a consequência disso? Jean-Gabriel Causse, autor de “The surprising power of colors” nos ilumina um pouco sobre a compreensão e efeito das cores em nossas vidas.

Beau Lotto – Optical Illusions show how we see (2009)

A cor é um componente importante para criar ilusões… Vivemos cercados de ilusões? As cores são interpretações e capacidade sensível diretamente ligada à cognição.

 

Sobre ouvir cores

Neste artigo simples e direto a HypeScience tenta explicar para quem não tem sinestesia, como é ouvir cores. Já pensou sobre isso?

Mais um artigo sobre sinestesia, só que agora da BBC Brasil.

Cor é um mundo no qual é necessário compreender bem para não errar nas escolhas simples. Já pensou que o branco que é considerado pureza para boa parte do ocidente e é considerado luto em muitos lugares do oriente? Que mulheres até o início do século XX casavam-se de negro nas colônias de origem germânicas no Brasil? Portanto, antes de usar uma cor, saiba qual é o seu público, suas origens e valores culturais, isso ajuda a criar uma paleta que faz sentido e agrada àqueles que vão usar ou ter contato com um produto ou comunicação criado especialmente para eles. Dica? Sempre estude sobre cores!

TENDERE apoia evento em Campinas sobre VAREJO DE MODA

Campinas sediará pela primeira vez o Retail Revolution, projeto criado por especialistas e acadêmicos para levar conhecimento, agregar valor e auxiliar lojistas no desafio de fortalecer marcas, estreitar relacionamentos e promover vendas. O evento sobre varejo de moda ocorrerá em 7 de outubro, no Espaço 4YouCoworking.

Serão seis palestras sobre questões fundamentais para sobrevivência no cenário atual, como o futuro do varejo, gestão do mix de produtos, branding na prática, a importância da construção de uma identidade visual e o uso das técnicas de visual merchandising com foco na diferenciação estratégica e na geração de uma boa experiência de compras.

A Tendere é responsável pela palestra de abertura sobre o cenários futuros para o varejo de moda. E será representada por Patricia Sant’Anna nesse evento.

Segundo Carla Marks, uma das mentoras do projeto, Campinas foi escolhida para receber a edição 2017 do Retail Revolution por sua expressividade comercial – é a segunda maior região comercial do estado, com números superiores a somatória de 17 estados brasileiros. “Falta eventos com foco no pequeno e médio varejista, que têm necessidades muito específicas e uma urgência latente para inovar”, afirma.

Para Eduardo Vilas Bôas, que também é idealizador do Retail Revolution, o comércio local é muito fragmentado. É composto majoritariamente por lojas independentes e com gestão familiar, mas que precisam enfrentar a concorrência estruturada dos grandes players. “O evento é uma oportunidade para eles compreenderem de forma rápida e precisa que o cenário varejista está vivendo uma enorme revolução – e que nem todos estão prontos ainda para o novo”, diz o pesquisador de moda.

Durante cinco horas de atividades, varejistas, futuros empreendedores, consultores e estudantes serão convidados a fazer parte de uma revolução no varejo, mudando pensamentos, atitudes e ampliando seus conhecimentos em relação ao mercado.

Sobre o Retail Revolution

Nascido de um colaborativo de profissionais ávidos por inovação e mudança no cenário varejista, o Retail Revolution é o meio pelo qual podem compartilhar suas expertises de atuação e formação com os pequenos e médios comerciantes. A cada edição será tratada uma nova temática, explorando técnicas e tendências adaptadas a especificidade do varejo local, em diversos formatos como treinamentos in company, consultorias, seminários e cursos dirigidos.

Serviço

Quando: 07/10/2017 (sábado)

Horário: das 8h às 13h

Local: Pátio Boulevard Mall – Espaço 4YouCoworking – Rua Barão Homem de Melo, 200 – Campinas/SP

Inscrições: R$180,00

www.mmdamoda.com.br/retailrevolution

facebook.com/retailrevolution

instagram: @retailrevolutionbr

Moda e tecnologia

A décima edição do Fashion Friday, em agosto de 2017, tratou de MODA E TECNOLOGIA, uma combinação que pode ser interpretada de várias formas. O evento abordou pelo menos três interpretações: wearables, roupas inteligentes e sensores implantados na pele; tecnologia usada para vender moda; relação entre moda e o mundo dos games.

Já virou tradição a Aldeia participar do Fashion Friday. O evento nasceu para disseminar conteúdo e conhecimento crítico das diversas áreas da moda e estimula o debate de temas como empoderamento de mulheres por meio da moda; comunicação e moda; pesquisa na moda; varejo e inovação em moda; moda de nicho; feminismo e moda; conexões na indústria da moda; corpo e moda. Realizado em Campinas/SP pela Tendere e pela Butique de Cursos Ana Vaz, o evento é voluntário, colaborativo e gratuito.

Panorama sobre moda e tecnologia

Patrícia Sant´Anna, Fundadora e Diretora Criativa da Tendere, abriu a conversa com um breve panorama de moda e tecnologia. Moda pode ser entendida como a criação de uma aparência e como ela é construída a partir de desenvolvimento específico ou da apropriação de tecnologias. Moda também é um elemento de comunicação, que inspira e é inspirada pela arte e por outras indústrias. Tecnologia é conhecimento aplicado. O conhecimento é gerado primariamente pela ciência, cujos achados e pesquisas se desdobram e são aplicados em disciplinas como o design e as engenharias, por exemplo.

Um dos ambientes do futuro imaginado em 1968, para o filme 2001: Uma Odisséia no Espaço

Através de referências do cinema sobre o significado de tecnologia e futuro, provocou uma reflexão sobre o imaginário futurista e de ficção científica. 2001: Uma Odisséia no Espaço , lançado em 1968, foi um filme definidor para a memória coletiva que temos de futuro, com suas formas, cores, ambientes e vestuário. Marcas de moda, como a Gucci, têm apresentado campanhas recentes com a relação espaço-tempo, mesclando linguagens visuais do passado e do futuro. O cinema também já retratou o desejo de experimentar a tecnologia interna ao corpo, no filme Total Recall (1990 e 2012). Nem os wearables (tecnologias vestíveis ou roupas inteligentes) ganharam escala no mundo, já acontecem os primeiros experimentos de implante de biochips na pele para facilitar tarefas operacionais para quem trabalha em escritório. São pesquisas e iniciativas que devem levar alguns anos para atingir escala na indústria da moda. Seu papel pioneiro é importante no cenário e provavelmente impactará na forma como nos relacionamos com roupas, calçados e acessórios e também na forma como os produtos de moda são concebidos, produzidos, distribuídos, vendidos e descartados.

Conteúdo de moda no meio digital

Caline Migliato, Gerente de Marketing de Conteúdo na Dafiti, falou sobre o impacto da tecnologia na produção de conteúdo de moda. Apontou 4 estratégias que estão em alta, aplicáveis a varejos online e marcas de diversos portes: chatbots, micro-influenciadores e vídeos (YouTube, lives no Instagram e Facebook).

Instagram da FAB Beauty, o hub de conteúdo da L´Oreal

A quarta estratégia apontada é o conteúdo sem marca, que tem sido experimentada com sucesso por grandes marcas, a exemplo da FAB Beauty (Flaire. Artistry. Beauty.) da L´Oreal, um dos maiores anunciantes no mundo inteiro. A proposta é oferecer uma curadoria qualificada sobre o tema beleza, sem mencionar a marca, sem vender online e sem restrições de mencionar concorrentes. O conteúdo, gerado para engajar, é impulsionado por influenciadores dos segmentos de moda e beleza e explora culturas e rituais relacionados a este universo.

Produtos digitais para o varejo de moda

Maria Fernanda Napole, Gerente de Produtos Digitais na Dafiti, falou sobre produtos digitais para o varejo de moda. Um dos principais desafios do comércio eletrônico é reduzir as taxas de troca e devolução, ainda mais em moda, uma das categorias mais vendidas na internet atualmente. É aí que entra o produto digital: um conjunto de ações, informações ou ferramentas para reduzir as barreiras do digital na compra online. Barreiras típicas na compra de roupas online são o toque do tecido e o tamanho das peças.

Fit Finder, produto digital da Dafiti para ajudar a encontrar o tamanho ideal das roupas, baseada em machine learning

Produtos digitais podem ser complexos, como a criação de um avatar para que o consumidor simule a prova das roupas (tamanho e caimento) e um sistema que usa machine learning para sugerir o tamanho (com base em medidas corporais fornecidas e na base de dados dos compradores que não fizeram devoluções), ou simples como um guia de tamanhos bem diagramado e preciso. Informações de qualidade para descrever os produtos são o básico do básico, funcionando tanto para pessoas como para máquinas (SEO para os buscadores): fotografias e textos qualificados funcionam em todos os portes de varejo online.

Tecnologias disruptivas para moda

Vestido mecânico acionado por controle remoto (coleção One Hundred And Eleven, 2007), do visionário Hussein Chalayan, conhecido pela sua arte/tecnologia vestíveis e por suas roupas interativas.

Joy Pires, pesquisadora de tecnologias disruptivas para a moda, garante que a roupa do futuro está mais próxima do que imaginamos. É possível fazer roupa tecnológica sem usar sensores, com tecidos inteligentes ou tecidos feitos de fibras de alimentos, aproveitando sobras de comida (conceito de logística reversa). Derivada da IoT (Internet of Things), a IoC – Internet of Clothing, já é uma realidade para marcas que gravam informações nas etiquetas de roupas, para serem lidas por dispositivos contidos nos celulares ou relógios. As informações disponibilizadas costumam ser sobre o processo produtivo da peça, dicas de conservação e descarte. Joy trouxe muitas referências de marcas que pesquisam e vendem linhas de moda com tecnologia aplicada, tanto conceitual como comercialmente.

Os games e a moda

Lightning para Louis Vuitton, coleção SS16, campanha SERIES 4.

Guilherme Rodrigues, apaixonado por Design Digital e Games, falou dos desafios da representação têxtil no mundo digital, e que conceber, pensar e desenvolver figurinos para os personagens de games tem sido cada vez mais importante para o sucesso de um jogo. Começou analisando os figurinos e suas inspirações na segunda geração de jogos, com o Super Mario Bros de 1985, até hoje, em que a indústria de games está na oitava geração. Em cada geração, os desafios da representação têxtil de roupas nos games avançam um pouco, muitas vezes motivados pela emoção que pretendem causar nos jogadores, especialmente nos jogos que são filmes jogáveis. O tema desperta o interesse de marcas como Louis Vuitton, que teve a personagem Lightning, do jogo Final Fantasy 13, como modelo de sua coleção SS16, na campanha SERIES 4.

O futuro da indústria da moda

A indústria da moda é dinâmica por natureza e vai passar por transformações de alto impacto nos próximos anos. Tecnologia, consumo consciente, logística reversa, moda ética, mudança de eixo econômico mundial, design circular, IoT, realidade aumentada e outras tendências devem alterar a moda como ela é feita e consumida hoje, em especial tudo o que envolve o universo do fast-fashion . Desafios e oportunidades à vista!

A Aldeia atua em comunicação para a indústria da moda e lifestyle desde 2004 e vem colaborando com mais de 30 marcas em suas experiências de branding, relacionamento e vendas. Vamos falar de marketing digital first para moda e estilo?


O texto presente foi escrito por Tatiana Antoniazzi Brugalli, da Agência Digital Aldeia, nossa parceira há um ano nesta área. Agradecemos esse texto que cobre de maneira exemplar o evento da semana passada. Obrigada Tati e Aldeia!

Texto original

CURSOS NO SEGUNDO SEMESTRE

Tendere & Butique de Cursos Ana Vaz

Começa o segundo semestre e já estamos a todo vapor! A Tendere & Butique de Cursos Ana Vaz oferecem os cursos que você sempre desejou fazer e não encontrava com o melhor custo-benefício. Os nossos possuem profissionais sérios e muito bem formados que adoram compartilhar o conhecimento de cada um tem com nossos alunos. São docentes generosos e muito orgulhosos de fazerem parte desse projeto. Abaixo segue os cursos que estão disponíveis para o segundo semestre:

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link para inscrição

Ele acontecerá no início de setembro e é uma oficina para turbinar e (re)estruturar o seu negócio. Já tivermos muitas edições de sucesso desta oficina, venha você também participar! Será no dia 02/09, DAS 9H ÀS 18H.

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link para inscrição

Curso novo! Moda e Sustentabilidade é um curso para quem deseja compreender o impacto da moda no mundo, como atuar neste contexto de mercado e (re)criar marcas em que a sustentabilidade seja o horizonte para o desenvolvimento de práticas e produtos rentáveis, mas que respeitem o ambiente e a sociedade.

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link para inscrição

Garanta já a sua vaga na turma intensiva de férias. Um curso para quem deseja construir e/ou ampliar seu repertório cultural nas áreas de moda, beleza e imagem pessoal.

Em outubro lançamos as inscrições para o nosso curso de Formação em Moda e estamos organizando datas para o curso de Moda e Arte. Aguardem!

Qualquer coisa, na dúvida, entre em contato diretamente com a Butique de Cursos Ana Vaz pelo falecom@anavaz.com.br ou pelo whatsapp: (019) 99714-2040.

CONCURSO MODA INCLUSIVA 2017 DIVULGA LISTA DE SELECIONADOS

2 - FB_IMG_1476744636249Participantes de Mogi Guaçu, Cordeirópolis e Atibaia são finalistas do Concurso Moda Inclusiva Internacional. A região de Campinas será representada na 9ª edição do Concurso Moda Inclusiva com as propostas de looks para pessoas com deficiência das estudantes Andreia Zibordi, de Mogi Guaçu e Antônia Mancini, de Cordeirópolis e de Evelyn Mendes, de Atibaia, que é formada em design de moda. A final do Concurso acontece em dezembro, na capital paulista e os finalistas participarão do desfile de premiação. Trata-se de uma iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que tem o objetivo de incentivar a produção de looks para pessoas com deficiência. Nesta nona edição, participaram estudantes de cursos técnicos,  universitários e profissionais das áreas de moda e saúde.

Os 20 melhores trabalhos inscritos serão apoiados com tecido para a confecção das roupas. Os três melhores colocados serão premiados. Na ocasião, desfilam os projetos finalistas de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Ceará, Pará e Bahia. O concurso também recebeu inscrições de países como Itália, Nigéria, Singapura, Paraguai e Irã.

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A Tendere participa como apoiadora há algumas edições e ficamos muito felizes com o crescimento e fortalecimento da moda inclusiva em nosso país.

A ideia de tornar o Concurso Moda Inclusiva internacional surgiu da necessidade de convidar participantes de todo o mundo a compartilhar soluções inovadoras que podem contribuir no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas com deficiência, além de apresentar novos conceitos à moda. O Brasil tem, hoje, cerca de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Somente no Estado de São Paulo, esse contingente ultrapassa 9 milhões. Há um grande mercado de produtos e serviços para atender as demandas específicas desse segmento.

A moda inclusiva é um nicho de mercado ainda a ser explorado.

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Cenários, tendências e oportunidades para quem pensa consumo para 2018 e 2019

Cenários, tendências e oportunidades para quem pensa consumo para 2018 e 2019
“Falar sobre futuro é sempre um desafio.”

Foi assim que Patrícia Sant’Anna abriu a 11ª edição do Seminário de Tendências – Primavera Verão 2018-2019. O dia já iniciou com a tônica do que esperar das horas seguintes: futuro do corpo; futuro da mescla tecnologia e vestibilidade, soluções e significados. Pensar futuro não é adivinhação: há muitos pesquisadores envolvidos na interpretação de dados.

Na platéia, muitos frequentadores assíduos de outras edições do Seminário já sabiam como seria o dia –  intenso e rico – tanto em trocas como em informações. Outros tantos estavam ávidos por dados, inspiração e direções para ajudar a orientar os próximos passos em suas atividades profissionais.
Você só compra aquilo que entende.

Patrícia cita Baudelaire para explicar o quanto a moda empurra uma série de elementos estéticos que nos influenciam. Se eu não entendo o que está no mercado, eu não vou comprar. Os objetos, no mundo, são nossos pares, e a pesquisa de tendências mostra isso. Na América do Sul, por exemplo, a moda influencia o design de interiores, a arquitetura e o design automotivo.
Como usar a informação sobre tendência?

Bem longe de dar receitas prontas, o propósito da Tendere é fornecer informações relevantes sobre tendências, que são previsões nas áreas da economia (internacional e nacional), consumo e estilo. A recomendação da pesquisadora é que as empresas compartilhem as informações com suas equipes, somando esse novo conhecimento ao conhecimento interno sobre seu cliente final (B2C ou B2B), produto e mercado. Especial atenção deve ser dada a reconhecer quem é o cliente final – mesmo quando a empresa em questão é B2B – para que se possa decidir sobre a utilização das tendências dentro da estratégia competitiva. A combinação entre Cenário Futuro, Cultura de Consumo e Criação resulta em um produto muito mais competitivo no mercado

 

Fidelidade de marca não existe mais. É necessário manter relacionamento para ser lembrado.

Mais uma vez Patrícia Sant´Anna é precisa em sua colocação. Antes de enveredar sobre os panoramas e cenários em mutação, o lembrete de Patrícia veio em boa hora: certezas são móveis e não há garantia de fidelidade ou solidez de relacionamento dos consumidores para com as marcas. O relacionamento deve ser reencenado continuamente para que a marca seja lembrada.

 

Panorama econômico: mudanças já podem ser sentidas

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A economia mundial cresceu 3,5% (PIB), segundo o FMI. O PIB do Brasil deverá crescer somente 0,2% no mesmo período, sendo a menor taxa de crescimento entre os países do BRICS. A boa nova é que o PIB global vai ficar mais descentralizado: até 2016, os países desenvolvidos retinham 66% do PIB global, enquanto que em 2020 essa taxa deve cair para 58%. 2018 ainda não será um ano fácil, será o primeiro da discreta retomada mundial.
Atlântico e Pacífico

Uma mudança econômica de altíssimo impacto é o deslocamento do eixo do capital global do Atlântico para o Pacífico. A Ásia-Pacífico já ultrapassou a Europa e deve superar a América do Norte como região mais rica do mundo até 2019. Ásia e Pacífico terão o maior crescimento da classe média no mundo, passando de 28% em 2009 para 66% em 2030, o que significa crescimento no consumo. Este dado é especialmente significativo, já que qualquer produto de design precisa da capacidade de compra da classe média. O deslocamento de eixo também afeta bastante a moda em diferentes níveis, tanto no processo produtivo, como no surgimento de um novo grande mercado comprador, nas referências criativas e na descentralização das capitais da moda (Paris, Londres, Milão/Florença e Nova Iorque). As capitais tradicionais continuarão sendo referência, mas dividirão espaço com outras capitais regionalizadas, dentro e fora da Europa, que despontam como fortes novas influenciadoras da moda.
Brasil em tímida retomada

No Brasil, o cenário começa a melhorar, apesar da crise política e moral no país que atrapalham o avanço na economia. Não voltaremos aos níveis de investimentos de 2008-2012, mas há uma crescente que tende a ser sustentável. Nota-se que o consumo está mais controlado e cuidadoso. Três áreas crescerão mais do que a média: beleza e cuidados pessoais, cuidados com a casa (o que inclui decoração) e lifestyle consciente (alimentação saudável, compras no bairro, “faço tudo a pé”). Moda ainda cresce (5%), menos do que estava acostumada (7%). A decoração, por sua vez, deverá crescer 1,2%.
Wearables e moda

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Heloísa Amado, fundadora da Wearables Brasil – Tecnologias Vestíveis, começou sua fala conceituando a tecnologia wearable como “sensores que são usados em uma peça de roupa ou em um acessório e possuem características que conectam este vestível a outros aparelhos ou à internet.” Inseridos no contexto de mundo digital, em que o debate é sobre indústria 4.0, Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Realidade Aumentada, Sensores Eletrônicos, Visual Programming Software e Moda Cognitiva, os wearables têm sido estudados para diversos tipos de aplicação. Há projetos, por exemplo, de vestuário inteligente para saúde ocupacional, prática desportiva e segurança pessoal de crianças e idosos.

Uma das dificuldades de avanço no uso e escalabilidade de wearables é que os dispositivos precisam de bateria, como qualquer eletrônico. Já existem pesquisas com tecido eletrônico, baterias impressas ou costuradas em tecidos, além de baterias flexíveis, que esticam e são recarregáveis. Ainda são soluções que funcionam somente para produção em pequena escala.

Heloísa nos brindou com alguns cases, como a jaqueta inteligente de Levi’s e Google; Anina Net , ex-top model e empresária em moda wearable; hackaton da moda realizado pela C&A e startups desenvolvendo wearables para a segurança de crianças de 3 a 5 anos. Se ainda há muito a avançar em vestuário inteligente, a certeza é de que os wearables são uma tendência a se manter latente no radar da indústria da moda.

 

Corpo-Arte-Moda

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A pesquisadora Vivian Berto nos convida a um passeio exploratório, em sua fala, sobre como a arte trata das questões do dia a dia de uma forma diferente. Ao questionar o que é o corpo, Vivian traz uma representação de um corpo não-convencional, lembrando a relação conflituosa que nossa cultura ocidental aplica a ele – na cultura judaico-cristã, o corpo é a casca de uma vida imersa em pecado. O corpo, pontua ela, também está fora do centro de decisão do indivíduo.

A arte contemporânea pensa sobre o corpo e nos faz refletir sobre ele – e com ele. Vivian apresenta uma série de obras que questionam a corporeidade do expectador (Teiji Furuhashi, Lovers), o sofrimento e trabalho de robôs (Hito Steyerl, Hell Yeah We Fuck Die), as deformações que a malhação ocasionou em nossa ideia de corpo (Mark Greif) e os corpos maquínicos (Alex Garland, Ex Machina), dentre outros.

A palestra terminou aberta, provocativa, deixando sementes para reflexões em todos os presentes: dada a nossa obsessão pelo controle de nosso corpo, como na utilização de wearables e aplicativos, seria possível dizer que o ser humano melhorará com as máquinas?

 

Os novos hábitos do consumidor brasileiro

Novos cenários implicam novos hábitos: Patrícia Sant’Anna revela o que mudou – e continuará mudando – no comportamento de consumo do brasileiro nos próximos anos. Trouxemos os principais destaques dessa palestra essencial:

  • O consumidor brasileiro agora prioriza a economia e o pagamento de dívidas. O planejamento de gastos familiares e a educação financeira pessoal são novidades em seu cotidiano, revelando um crescimento da maturidade de consumo.
  • As marcas premium são substituídas por outras que trazem o mesmo benefício, por preços menores. O premium torna-se mais acessível, mais facilitado – o que é uma ótima oportunidade para marcas mais baratas e que propõem valores justos.
  • Para quem planeja programas de fidelidade, a grande novidade é a mudança de formato: o ganho deverá ser mais imediato, ao contrário dos programas tradicionais onde é necessário gastar durante longos períodos para se obter vantagens.
  • As promoções são bem-vindas, mas em um formato inteligente e que faça sentido para o consumidor.
  • O fair trade, cada vez mais comum, inspira o consumo consciente, o preço justo e relações ganha-ganha.
  • A preocupação com a privacidade entra em cena: até onde nossos dados podem ir sem nossa consciência e consentimento?
  • Identidade é moldada constantemente em uma série de testes.
  • Fazer coisas à moda antiga é chique: ir às compras a pé, fazer a própria comida, trabalhar e morar no mesmo bairro.

Além do panorama geral de movimentação do consumo, a plateia conferiu achados e insights preciosos para os segmentos infantil, adolescente, gerações Alpha, Z, Y, X e Baby Boomers.

 

A metodologia Tendere de Pesquisa de Tendências
A Tendere é pioneira, no Brasil, na abordagem de curadoria via a formação de gosto, como postulada por Bourdieu. Se o consumo não termina na compra, é o gosto que influencia a compra de determinados itens e rejeita outras aquisições. Logo, é a partir dele que são construídas segmentações para as orientações de consumo.

 

Macro-gostos e tendências

Nossa pesquisa identificou quatro grupos de macro-gostos para o hemisfério sul e os relacionou às respectivas tendências que atingirão cada público nos próximos anos.

 

Pop Tropical
Com base na opulência, exuberância e sensualidade da cultura popular, com pitadas de excentricidade. A expressão na maquiagem é poderosa e, por vezes, pode ser dramática.

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A tendência para o macro-gosto Pop Tropical é a Nativos da Cidade, um “Africa Mix” cheio de referências étnicas. Opulência e riqueza; grafismos abstratos ricos em cores; modelagens, por vezes amplas, que valorizam o corpo; mix de estampas e trançados de todo tipo caracterizam essa tendência.

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Latino Urbano
A ousadia sexy latina se une ao cosmopolitismo urbano de quem vive em grandes cidades, gostando de mostrar o uso de novidades internacionais.

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Já a tendência para o macro-gosto Latino Urbano é a Personalidade Natural, hippie urbano com tecidos naturais em modelagens vintage, aquarelados e tons em branco, areia, terrosos, verdes equatoriais e ferrugens.

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Karioka
Bossa casual descomplicada, uma beleza que surge sem esforço. A informação de moda se dilui em looks despretensiosos e naturalmente sexy, ao passo que a maquiagem ambiciona o “natural”.

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O macro-gosto Karioka encontra sua tendência no Renda-se ao Oriente, um universo delicado e refinado de têxteis e modelagens inovadoras na confluência do japonismo e das técnicas manuais brasileiras.

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Sofisticado
Construção consciente de quem é iniciado em moda e pensa as composições e o design.

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A tendência para o marco-gosto Sofisticado é a Futuro Imperfeito, que abraça transparências, formas com amarrações e a filosofia “no waste”.

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Apenas parem de pesquisar “Tendências”!

por Juliana Lopes

 

O título acima é uma provocação. Não é um pedido do tipo “parar para sempre”. É parar, um pouco que seja, para pensar no que estamos fazendo. Porque estamos fazendo, ou pelo menos pensando muitas coisas erradas que concernem a esse tema. Estou falando de “nós”, especialmente, trabalhadores do mundo da moda e do design. Ou seja, aqueles ultra-cobrados profissionais que devem estar constantemente conectados ao famoso “novo”.

 

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Coloco a palavra “novo” entre aspas porque, sim, o meu “novo” pode não ser o seu “novo”. O teórico da Comunicação Everett M. Rogers lançou um gráfico baseado em pesquisa de difusão da inovação que explicou isso já na década de 1960. Segundo ele, existem diversos timings para a absorção do novo. Foi ele quem criou o termo “early adopters” (aqueles que adotam primeiro). Vou explicar de um modo simples: se sou da faixa dos “innovators”, sapatos metálicos são muito last season, por isso não uso mais. Se sou da faixa dos “late mainstreamers”, os sapatos metálicos são a novidade do momento, “tá todo mundo usando”.  Aliás, “quem tá usando?”, eu pergunto aos vendedores de loja (mal treinados, infelizmente) sempre que escuto a tal frase. Eles nunca sabem responder.

 

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O que isso significa? Significa que vivemos em contextos diferentes, temos estilos de vida, lemos sites, jornais, revistas diferentes, andamos com pessoas diferentes e isso faz com que um se acostume primeiro com algo que para o outro soa estranho. Pense em como as pessoas estão se vestindo numa grande metrópole onde tem mais gente, mais informação e mais estímulos em maior velocidade. E pense em como as pessoas conseguem ou tem coragem de se vestir numa cidade com menos adaptação à velocidade dos estilos. O que é “novo” na metrópole não vai ser necessariamente o novo num contexto onde a vida é mais tranquila, devagar.

Reparem que antes mesmo de falar sobre a tendência já criei a problemática com a definição relativa do “novo”!

A questão é complexa, mas tem tudo a ver. Porque quando estamos atrás (e se estamos atrás já estamos atrasados, olha o drama!) das famigeradas tendências, o objetivo é capturar o novo. Assim manda o consumo da moda. Precisamos saber, o quanto antes, qual é, qual será o novo para começar a produzir e colocar à venda na hora certa de agradar nossos consumidores, leitores, seguidores. Essa é a ideia geral. Só que o novo pra mim não é o mesmo pra você e aí mora o problema. E esse problema complica quando, ainda que tenhamos o mesmo timing de absorção da novidade (moramos na mesma cidade, temos as mesmas informação e velocidade de adaptação), temos gostos diferentes. Tchan! Chegamos ao ponto nevrálgico: o gosto.

Se eu tenho uma preferência e você outra, como usar a mesma regrinha da tendência pra nós dois? E o que quer dizer tendência, pelo amor de Deus?

Costumo dizer nas minhas aulas de Lifestyle & Trends, no IED, que tendência não é um objeto. Tendência não é um sapato, um corte de cabelo. “Ai, essa blusinha é tendência!”, a gente escuta. Não está totalmente errado se esse diálogo vem assim jogado, num papo de bastidor, ou entre pessoas que não trabalham com moda. Mas se você trabalha com moda e está falando com um cliente, ou com um jornalista que está te entrevistando, ou você é o jornalista, por exemplo, temos um alerta aqui. A tendência não é a blusinha, mas a direção (pense numa flecha) de comportamento que fez uma pessoa comprar aquela blusinha.

A tendência é uma direção de comportamento que fez uma pessoa consumir isso ou aquilo.

Está calor, logo a tendência é eu querer comprar determinado tipo de tecido e cor. Está calor e estou no sul da Itália, logo vou querer aquele tecido, aquela cor e aquela informação de estampa. Está calor e estou no Rio de Janeiro, e moro no Leblon, e sou gordinha, e gosto daquela banda de rock, logo vou querer aquele tecido, aquela cor, aquela estampa, aquela informação que combina com aquela influencer, aquele caimento. E a coisa vai afinando até chegar na peça ideal que satisfaça todo esse direcionamento. Reparem que antes de falarmos da peça-tendência falamos de um caminho que saiu das profundezas do gosto, do sentimento de alguém que está vivendo num determinado tempo, numa determinada geografia, situação social etc. Ou seja, anotem: Tendências de Consumo Vêm de Sentimentos. Com letra maiúscula. E o mercado sabe disso faz tempo. “Nosso negócio é estudar como os consumidores estão se sentindo hoje e como eles vão se sentir amanhã”, diz citação do livro Pop Corn Report, de 1991, da consultoria de marketing BrainReserve, fundada em 1974.

 

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                             Quem é de fato o meu consumidor, ou melhor, meus consumidores?

 

Quando pensamos então que a semente da tendência está no fundo do coração dos consumidores, algo muda na nossa busca erradamente desenfreada. Não será o Google a nos responder. Não serão as passarelas a nos dizer. Muito menos as vitrines. O que encontraremos nesses lugares serão já as tardias projeções das vontades de alguém. A resposta estará no coração de quem nos interessa: nosso consumidor. E para chegar até ele existem muitos milhares de formas (pesquisas quantitativas e qualitativas com diferentes tipos de metodologia).

Nenhuma delas vai dar certo se não tivermos consciência da diversidade, da influência da geografia cultural em seu mais amplo significado, da comunicação, da economia e por aí vai. E nada vai caminhar sem esse desespero por capturar o que vem de fora do nosso país, do nosso bairro, do nosso gosto. E sim, a palavra já está batida, mas espero que seja eterna: nada caminha sem a famosa empatia. Que é olhar o outro com atenção, para entender o estilo de vida, entender anseios e, assim, quem sabe, prever os desejos de consumo e entender finalmente qual a tendência deste específico comportamento. Que não vai funcionar, de forma alguma, para todos.

E, aproveitando, como estamos nos sentindo hoje?

 


 

Juliana Lopes é jornalista de moda e docente de Lifestyle & Trends e Imagem de Moda no Istituto Europeo di Design (IED) de São Paulo. Foi docente do IED de Milão e correspondente de moda na Europa para o portal FFW onde cobriu durante 8 anos desfiles de Milão e Paris. Escreve para as revistas Elle e Harper´s Bazaar Brasil. @j.u.lopes