CONCURSO MODA INCLUSIVA 2017 DIVULGA LISTA DE SELECIONADOS

2 - FB_IMG_1476744636249Participantes de Mogi Guaçu, Cordeirópolis e Atibaia são finalistas do Concurso Moda Inclusiva Internacional. A região de Campinas será representada na 9ª edição do Concurso Moda Inclusiva com as propostas de looks para pessoas com deficiência das estudantes Andreia Zibordi, de Mogi Guaçu e Antônia Mancini, de Cordeirópolis e de Evelyn Mendes, de Atibaia, que é formada em design de moda. A final do Concurso acontece em dezembro, na capital paulista e os finalistas participarão do desfile de premiação. Trata-se de uma iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que tem o objetivo de incentivar a produção de looks para pessoas com deficiência. Nesta nona edição, participaram estudantes de cursos técnicos,  universitários e profissionais das áreas de moda e saúde.

Os 20 melhores trabalhos inscritos serão apoiados com tecido para a confecção das roupas. Os três melhores colocados serão premiados. Na ocasião, desfilam os projetos finalistas de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Ceará, Pará e Bahia. O concurso também recebeu inscrições de países como Itália, Nigéria, Singapura, Paraguai e Irã.

1 - FB_IMG_1476744566990
A Tendere participa como apoiadora há algumas edições e ficamos muito felizes com o crescimento e fortalecimento da moda inclusiva em nosso país.

A ideia de tornar o Concurso Moda Inclusiva internacional surgiu da necessidade de convidar participantes de todo o mundo a compartilhar soluções inovadoras que podem contribuir no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas com deficiência, além de apresentar novos conceitos à moda. O Brasil tem, hoje, cerca de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Somente no Estado de São Paulo, esse contingente ultrapassa 9 milhões. Há um grande mercado de produtos e serviços para atender as demandas específicas desse segmento.

A moda inclusiva é um nicho de mercado ainda a ser explorado.

3 - FB_IMG_1476744643556

Cenários, tendências e oportunidades para quem pensa consumo para 2018 e 2019

Cenários, tendências e oportunidades para quem pensa consumo para 2018 e 2019
“Falar sobre futuro é sempre um desafio.”

Foi assim que Patrícia Sant’Anna abriu a 11ª edição do Seminário de Tendências – Primavera Verão 2018-2019. O dia já iniciou com a tônica do que esperar das horas seguintes: futuro do corpo; futuro da mescla tecnologia e vestibilidade, soluções e significados. Pensar futuro não é adivinhação: há muitos pesquisadores envolvidos na interpretação de dados.

Na platéia, muitos frequentadores assíduos de outras edições do Seminário já sabiam como seria o dia –  intenso e rico – tanto em trocas como em informações. Outros tantos estavam ávidos por dados, inspiração e direções para ajudar a orientar os próximos passos em suas atividades profissionais.
Você só compra aquilo que entende.

Patrícia cita Baudelaire para explicar o quanto a moda empurra uma série de elementos estéticos que nos influenciam. Se eu não entendo o que está no mercado, eu não vou comprar. Os objetos, no mundo, são nossos pares, e a pesquisa de tendências mostra isso. Na América do Sul, por exemplo, a moda influencia o design de interiores, a arquitetura e o design automotivo.
Como usar a informação sobre tendência?

Bem longe de dar receitas prontas, o propósito da Tendere é fornecer informações relevantes sobre tendências, que são previsões nas áreas da economia (internacional e nacional), consumo e estilo. A recomendação da pesquisadora é que as empresas compartilhem as informações com suas equipes, somando esse novo conhecimento ao conhecimento interno sobre seu cliente final (B2C ou B2B), produto e mercado. Especial atenção deve ser dada a reconhecer quem é o cliente final – mesmo quando a empresa em questão é B2B – para que se possa decidir sobre a utilização das tendências dentro da estratégia competitiva. A combinação entre Cenário Futuro, Cultura de Consumo e Criação resulta em um produto muito mais competitivo no mercado

 

Fidelidade de marca não existe mais. É necessário manter relacionamento para ser lembrado.

Mais uma vez Patrícia Sant´Anna é precisa em sua colocação. Antes de enveredar sobre os panoramas e cenários em mutação, o lembrete de Patrícia veio em boa hora: certezas são móveis e não há garantia de fidelidade ou solidez de relacionamento dos consumidores para com as marcas. O relacionamento deve ser reencenado continuamente para que a marca seja lembrada.

 

Panorama econômico: mudanças já podem ser sentidas

image11

A economia mundial cresceu 3,5% (PIB), segundo o FMI. O PIB do Brasil deverá crescer somente 0,2% no mesmo período, sendo a menor taxa de crescimento entre os países do BRICS. A boa nova é que o PIB global vai ficar mais descentralizado: até 2016, os países desenvolvidos retinham 66% do PIB global, enquanto que em 2020 essa taxa deve cair para 58%. 2018 ainda não será um ano fácil, será o primeiro da discreta retomada mundial.
Atlântico e Pacífico

Uma mudança econômica de altíssimo impacto é o deslocamento do eixo do capital global do Atlântico para o Pacífico. A Ásia-Pacífico já ultrapassou a Europa e deve superar a América do Norte como região mais rica do mundo até 2019. Ásia e Pacífico terão o maior crescimento da classe média no mundo, passando de 28% em 2009 para 66% em 2030, o que significa crescimento no consumo. Este dado é especialmente significativo, já que qualquer produto de design precisa da capacidade de compra da classe média. O deslocamento de eixo também afeta bastante a moda em diferentes níveis, tanto no processo produtivo, como no surgimento de um novo grande mercado comprador, nas referências criativas e na descentralização das capitais da moda (Paris, Londres, Milão/Florença e Nova Iorque). As capitais tradicionais continuarão sendo referência, mas dividirão espaço com outras capitais regionalizadas, dentro e fora da Europa, que despontam como fortes novas influenciadoras da moda.
Brasil em tímida retomada

No Brasil, o cenário começa a melhorar, apesar da crise política e moral no país que atrapalham o avanço na economia. Não voltaremos aos níveis de investimentos de 2008-2012, mas há uma crescente que tende a ser sustentável. Nota-se que o consumo está mais controlado e cuidadoso. Três áreas crescerão mais do que a média: beleza e cuidados pessoais, cuidados com a casa (o que inclui decoração) e lifestyle consciente (alimentação saudável, compras no bairro, “faço tudo a pé”). Moda ainda cresce (5%), menos do que estava acostumada (7%). A decoração, por sua vez, deverá crescer 1,2%.
Wearables e moda

image23

Heloísa Amado, fundadora da Wearables Brasil – Tecnologias Vestíveis, começou sua fala conceituando a tecnologia wearable como “sensores que são usados em uma peça de roupa ou em um acessório e possuem características que conectam este vestível a outros aparelhos ou à internet.” Inseridos no contexto de mundo digital, em que o debate é sobre indústria 4.0, Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Realidade Aumentada, Sensores Eletrônicos, Visual Programming Software e Moda Cognitiva, os wearables têm sido estudados para diversos tipos de aplicação. Há projetos, por exemplo, de vestuário inteligente para saúde ocupacional, prática desportiva e segurança pessoal de crianças e idosos.

Uma das dificuldades de avanço no uso e escalabilidade de wearables é que os dispositivos precisam de bateria, como qualquer eletrônico. Já existem pesquisas com tecido eletrônico, baterias impressas ou costuradas em tecidos, além de baterias flexíveis, que esticam e são recarregáveis. Ainda são soluções que funcionam somente para produção em pequena escala.

Heloísa nos brindou com alguns cases, como a jaqueta inteligente de Levi’s e Google; Anina Net , ex-top model e empresária em moda wearable; hackaton da moda realizado pela C&A e startups desenvolvendo wearables para a segurança de crianças de 3 a 5 anos. Se ainda há muito a avançar em vestuário inteligente, a certeza é de que os wearables são uma tendência a se manter latente no radar da indústria da moda.

 

Corpo-Arte-Moda

image17

A pesquisadora Vivian Berto nos convida a um passeio exploratório, em sua fala, sobre como a arte trata das questões do dia a dia de uma forma diferente. Ao questionar o que é o corpo, Vivian traz uma representação de um corpo não-convencional, lembrando a relação conflituosa que nossa cultura ocidental aplica a ele – na cultura judaico-cristã, o corpo é a casca de uma vida imersa em pecado. O corpo, pontua ela, também está fora do centro de decisão do indivíduo.

A arte contemporânea pensa sobre o corpo e nos faz refletir sobre ele – e com ele. Vivian apresenta uma série de obras que questionam a corporeidade do expectador (Teiji Furuhashi, Lovers), o sofrimento e trabalho de robôs (Hito Steyerl, Hell Yeah We Fuck Die), as deformações que a malhação ocasionou em nossa ideia de corpo (Mark Greif) e os corpos maquínicos (Alex Garland, Ex Machina), dentre outros.

A palestra terminou aberta, provocativa, deixando sementes para reflexões em todos os presentes: dada a nossa obsessão pelo controle de nosso corpo, como na utilização de wearables e aplicativos, seria possível dizer que o ser humano melhorará com as máquinas?

 

Os novos hábitos do consumidor brasileiro

Novos cenários implicam novos hábitos: Patrícia Sant’Anna revela o que mudou – e continuará mudando – no comportamento de consumo do brasileiro nos próximos anos. Trouxemos os principais destaques dessa palestra essencial:

  • O consumidor brasileiro agora prioriza a economia e o pagamento de dívidas. O planejamento de gastos familiares e a educação financeira pessoal são novidades em seu cotidiano, revelando um crescimento da maturidade de consumo.
  • As marcas premium são substituídas por outras que trazem o mesmo benefício, por preços menores. O premium torna-se mais acessível, mais facilitado – o que é uma ótima oportunidade para marcas mais baratas e que propõem valores justos.
  • Para quem planeja programas de fidelidade, a grande novidade é a mudança de formato: o ganho deverá ser mais imediato, ao contrário dos programas tradicionais onde é necessário gastar durante longos períodos para se obter vantagens.
  • As promoções são bem-vindas, mas em um formato inteligente e que faça sentido para o consumidor.
  • O fair trade, cada vez mais comum, inspira o consumo consciente, o preço justo e relações ganha-ganha.
  • A preocupação com a privacidade entra em cena: até onde nossos dados podem ir sem nossa consciência e consentimento?
  • Identidade é moldada constantemente em uma série de testes.
  • Fazer coisas à moda antiga é chique: ir às compras a pé, fazer a própria comida, trabalhar e morar no mesmo bairro.

Além do panorama geral de movimentação do consumo, a plateia conferiu achados e insights preciosos para os segmentos infantil, adolescente, gerações Alpha, Z, Y, X e Baby Boomers.

 

A metodologia Tendere de Pesquisa de Tendências
A Tendere é pioneira, no Brasil, na abordagem de curadoria via a formação de gosto, como postulada por Bourdieu. Se o consumo não termina na compra, é o gosto que influencia a compra de determinados itens e rejeita outras aquisições. Logo, é a partir dele que são construídas segmentações para as orientações de consumo.

 

Macro-gostos e tendências

Nossa pesquisa identificou quatro grupos de macro-gostos para o hemisfério sul e os relacionou às respectivas tendências que atingirão cada público nos próximos anos.

 

Pop Tropical
Com base na opulência, exuberância e sensualidade da cultura popular, com pitadas de excentricidade. A expressão na maquiagem é poderosa e, por vezes, pode ser dramática.

image10

A tendência para o macro-gosto Pop Tropical é a Nativos da Cidade, um “Africa Mix” cheio de referências étnicas. Opulência e riqueza; grafismos abstratos ricos em cores; modelagens, por vezes amplas, que valorizam o corpo; mix de estampas e trançados de todo tipo caracterizam essa tendência.

image20

 

Latino Urbano
A ousadia sexy latina se une ao cosmopolitismo urbano de quem vive em grandes cidades, gostando de mostrar o uso de novidades internacionais.

image18

Já a tendência para o macro-gosto Latino Urbano é a Personalidade Natural, hippie urbano com tecidos naturais em modelagens vintage, aquarelados e tons em branco, areia, terrosos, verdes equatoriais e ferrugens.

image7

Karioka
Bossa casual descomplicada, uma beleza que surge sem esforço. A informação de moda se dilui em looks despretensiosos e naturalmente sexy, ao passo que a maquiagem ambiciona o “natural”.

image21

O macro-gosto Karioka encontra sua tendência no Renda-se ao Oriente, um universo delicado e refinado de têxteis e modelagens inovadoras na confluência do japonismo e das técnicas manuais brasileiras.

image24

Sofisticado
Construção consciente de quem é iniciado em moda e pensa as composições e o design.

image19

A tendência para o marco-gosto Sofisticado é a Futuro Imperfeito, que abraça transparências, formas com amarrações e a filosofia “no waste”.

image12

Apenas parem de pesquisar “Tendências”!

por Juliana Lopes

 

O título acima é uma provocação. Não é um pedido do tipo “parar para sempre”. É parar, um pouco que seja, para pensar no que estamos fazendo. Porque estamos fazendo, ou pelo menos pensando muitas coisas erradas que concernem a esse tema. Estou falando de “nós”, especialmente, trabalhadores do mundo da moda e do design. Ou seja, aqueles ultra-cobrados profissionais que devem estar constantemente conectados ao famoso “novo”.

 

image1

Coloco a palavra “novo” entre aspas porque, sim, o meu “novo” pode não ser o seu “novo”. O teórico da Comunicação Everett M. Rogers lançou um gráfico baseado em pesquisa de difusão da inovação que explicou isso já na década de 1960. Segundo ele, existem diversos timings para a absorção do novo. Foi ele quem criou o termo “early adopters” (aqueles que adotam primeiro). Vou explicar de um modo simples: se sou da faixa dos “innovators”, sapatos metálicos são muito last season, por isso não uso mais. Se sou da faixa dos “late mainstreamers”, os sapatos metálicos são a novidade do momento, “tá todo mundo usando”.  Aliás, “quem tá usando?”, eu pergunto aos vendedores de loja (mal treinados, infelizmente) sempre que escuto a tal frase. Eles nunca sabem responder.

 

image2

O que isso significa? Significa que vivemos em contextos diferentes, temos estilos de vida, lemos sites, jornais, revistas diferentes, andamos com pessoas diferentes e isso faz com que um se acostume primeiro com algo que para o outro soa estranho. Pense em como as pessoas estão se vestindo numa grande metrópole onde tem mais gente, mais informação e mais estímulos em maior velocidade. E pense em como as pessoas conseguem ou tem coragem de se vestir numa cidade com menos adaptação à velocidade dos estilos. O que é “novo” na metrópole não vai ser necessariamente o novo num contexto onde a vida é mais tranquila, devagar.

Reparem que antes mesmo de falar sobre a tendência já criei a problemática com a definição relativa do “novo”!

A questão é complexa, mas tem tudo a ver. Porque quando estamos atrás (e se estamos atrás já estamos atrasados, olha o drama!) das famigeradas tendências, o objetivo é capturar o novo. Assim manda o consumo da moda. Precisamos saber, o quanto antes, qual é, qual será o novo para começar a produzir e colocar à venda na hora certa de agradar nossos consumidores, leitores, seguidores. Essa é a ideia geral. Só que o novo pra mim não é o mesmo pra você e aí mora o problema. E esse problema complica quando, ainda que tenhamos o mesmo timing de absorção da novidade (moramos na mesma cidade, temos as mesmas informação e velocidade de adaptação), temos gostos diferentes. Tchan! Chegamos ao ponto nevrálgico: o gosto.

Se eu tenho uma preferência e você outra, como usar a mesma regrinha da tendência pra nós dois? E o que quer dizer tendência, pelo amor de Deus?

Costumo dizer nas minhas aulas de Lifestyle & Trends, no IED, que tendência não é um objeto. Tendência não é um sapato, um corte de cabelo. “Ai, essa blusinha é tendência!”, a gente escuta. Não está totalmente errado se esse diálogo vem assim jogado, num papo de bastidor, ou entre pessoas que não trabalham com moda. Mas se você trabalha com moda e está falando com um cliente, ou com um jornalista que está te entrevistando, ou você é o jornalista, por exemplo, temos um alerta aqui. A tendência não é a blusinha, mas a direção (pense numa flecha) de comportamento que fez uma pessoa comprar aquela blusinha.

A tendência é uma direção de comportamento que fez uma pessoa consumir isso ou aquilo.

Está calor, logo a tendência é eu querer comprar determinado tipo de tecido e cor. Está calor e estou no sul da Itália, logo vou querer aquele tecido, aquela cor e aquela informação de estampa. Está calor e estou no Rio de Janeiro, e moro no Leblon, e sou gordinha, e gosto daquela banda de rock, logo vou querer aquele tecido, aquela cor, aquela estampa, aquela informação que combina com aquela influencer, aquele caimento. E a coisa vai afinando até chegar na peça ideal que satisfaça todo esse direcionamento. Reparem que antes de falarmos da peça-tendência falamos de um caminho que saiu das profundezas do gosto, do sentimento de alguém que está vivendo num determinado tempo, numa determinada geografia, situação social etc. Ou seja, anotem: Tendências de Consumo Vêm de Sentimentos. Com letra maiúscula. E o mercado sabe disso faz tempo. “Nosso negócio é estudar como os consumidores estão se sentindo hoje e como eles vão se sentir amanhã”, diz citação do livro Pop Corn Report, de 1991, da consultoria de marketing BrainReserve, fundada em 1974.

 

image4
                             Quem é de fato o meu consumidor, ou melhor, meus consumidores?

 

Quando pensamos então que a semente da tendência está no fundo do coração dos consumidores, algo muda na nossa busca erradamente desenfreada. Não será o Google a nos responder. Não serão as passarelas a nos dizer. Muito menos as vitrines. O que encontraremos nesses lugares serão já as tardias projeções das vontades de alguém. A resposta estará no coração de quem nos interessa: nosso consumidor. E para chegar até ele existem muitos milhares de formas (pesquisas quantitativas e qualitativas com diferentes tipos de metodologia).

Nenhuma delas vai dar certo se não tivermos consciência da diversidade, da influência da geografia cultural em seu mais amplo significado, da comunicação, da economia e por aí vai. E nada vai caminhar sem esse desespero por capturar o que vem de fora do nosso país, do nosso bairro, do nosso gosto. E sim, a palavra já está batida, mas espero que seja eterna: nada caminha sem a famosa empatia. Que é olhar o outro com atenção, para entender o estilo de vida, entender anseios e, assim, quem sabe, prever os desejos de consumo e entender finalmente qual a tendência deste específico comportamento. Que não vai funcionar, de forma alguma, para todos.

E, aproveitando, como estamos nos sentindo hoje?

 


 

Juliana Lopes é jornalista de moda e docente de Lifestyle & Trends e Imagem de Moda no Istituto Europeo di Design (IED) de São Paulo. Foi docente do IED de Milão e correspondente de moda na Europa para o portal FFW onde cobriu durante 8 anos desfiles de Milão e Paris. Escreve para as revistas Elle e Harper´s Bazaar Brasil. @j.u.lopes

Papéis e sua vida dentro da moda: bate-papo Tendere & Fedrigoni

image1

Quando falamos em moda, normalmente as pessoas pensam só em tecido, no máximo em aviamentos. Pois bem, o mundo da moda é um mundo complexo de objetos, que envolvem muitos materiais. O papel é um destes. Embalagens, sacolas, convites, flyers, lookbooks, revistas, cartão de visitas, folders, calendários, papelaria social da marca, catálogos etc.  Enfim, em pleno mundo digital, somos cercados por objetos em suas diversas materialidades… e, pasmem, vários possuem seu suporte em papel. Portanto, pensar em moda, é também pensar em papel!

 

image2
Hide Silva, Gerente de Backselling & Produtos América Latina da Fedrigoni Brasil Papéis.

 

Para você aprender um pouco mais sobre isso, a Tendere foi entrevistar a mais importante empresa de pesquisa de papéis finos do mundo, a Fedrigoni.  Venha conhecer esse mundo do papel e sua relação com a moda:

Tendere: A Fedrigoni é uma reconhecida marca internacional de papeis de
luxo. Por favor, explique para o nosso leitor o que seria isso.

Hide Silva, Fedrigoni: A Fedrigoni é uma fábrica de papéis especiais, com sede na Itália e que se diferencia no mercado por produtos altamente sofisticados e criativos, o que os tornam  especialmente voltados  para um mercado também sofisticado, como o mercado de luxo. Com uma gama de papéis coloridos, texturizados e diferenciados, a marca Fedrigoni pode ser comparada a qualquer marca de luxo do mercado mundial.

Tendere: Vocês possuem um grupo de conselheiros que é formado por
designers, profissionais gráficos, publicitários e pesquisadores. Como
surgiu essa ideia e qual o papel dos conselheiros da Fedrigoni?

HS, Fedrigoni: A ideia surgiu de nossa necessidade de entender melhor o mercado por meio dos olhos dos nossos clientes.  Convidamos 20 profissionais, que formam o que hoje chamamos de “Conselho do Papel” e que se reúne algumas vezes por ano para trocar experiências e nos ajudar a tomar decisões como lançamentos, campanhas etc…  O Conselho é o responsável por muitas das nossas decisões e em contra partida, têm o privilégio de ter as noticias em primeira mão, além de ter acesso a todos os materiais promocionais da empresa, também em primeira mão. 

            

image3
O showroom Paper Point, da Fedrigoni Brasil Papéis, localizado na Rua Pedroso Alvarenga, 1221, no Itaim, funciona como um ponto de encontro para designers, gráficos e artistas plásticos.

 

Tendere: Qual a importância dos papeis de luxo para as empresas de moda?
Que tipo de valor agregado vocês podem trazer?

HS, Fedrigoni: Um papel sofisticado agrega valor à marca e, portanto, tem total sinergia com as empresas de moda.  Na Europa já somos um sucesso, mas não é fácil, mostrar esse valor em um mercado ainda “jovem” como o brasileiro.  Para tanto, temos feito um trabalho incessante de visitas de nossas backsellers a essas marcas, mostrando o que as empresas de moda da Europa fazem com relação às suas embalagens, sacolas e comunicação impressa em geral, e como e quanto isso traz retorno para suas marcas. Nosso portfolio europeu é imenso e cheio de exemplos de sucesso… E nós podemos trazer esse grande benchmarking para as marcas nacionais de moda. 

 

image5
Exemplos de marcas com sacolas de papel que são em alta qualidade… e que você acaba por guardar porque elas conseguem reunir tudo o que você gosta da marca na embalagem. Quem nunca guardou uma sacola linda da sua marca predileta por meses, se não anos a fio?

 

Tendere: Quais as principais marcas de moda vocês atendem no Brasil?

HS, Fedrigoni: Já atendemos às principais marcas, como Dudalina, Iódice, Alexandre Herchcovitch, Pedro Lourenço, Reinaldo Lourenço, entre tantos outros.  Nosso papel pode ser visto também em marcas como H. Stern, Amsterdam Sauer, Vivara etc…  Além disso, atendemos no Brasil, às principais marcas de luxo da Europa e Estados Unidos.

 

Como podemos perceber pensar no universo dos papeis à sua volta, ou melhor, a volta de sua marca não pode ser algo secundário, pelo contrário! Qualquer dúvida procure a Fedrigoni (http://www.fedrigoni.com.br/), ela não só produz e vende papéis, mas pode te ajudar a escolher o melhor profissional/empresa para executar o que você necessita para a sua empresa, para sua marca! Afinal, eles se preocupam com todos que estão envolvidos na cadeia criativa da qual fazem parte.

Quer entrar em contato com a Fedrigoni Brasil Papéis? Abaixo segue os contatos:

FEDRIGONI Brasil Papeis (Showroom)

  1. Pedroso Alvarenga, 1221 São Paulo – SP, Brasil

Telefone: +55 11 2191-4800

E-mail: paperpoint@fedrigoni.com.br

 

A Fedrigoni é muito antenada em Tendências Criativas e, por isso, desde que chegou ao Brasil é parceira da Tendere, fazemos parte do Conselho do Papel, e eles são patrocinadores do Seminário Tendere de Tendências há algumas edições. Aliás, eles estarão lá conosco, no dia 30 de junho de 2017!  Você já fez sua inscrição para o 11º. Seminário Tendere de Tendências? Então, não perca tempo! Faça sua inscrição e de sua equipe agora: https://www.eventbrite.com.br/e/11o-seminario-tendere-de-tendencias-primavera-verao-2018-2019-tickets-33592454937

Fashion Revolution Week 2017 – Campinas

O Fashion Revolution é um evento global, que ocorrerá aqui em Campinas em sua terceira edição.

Faça parte da revolução!

O movimento Fashion Revolution existe em reação a catástrofe que aconteceu no Rana Plaza, no dia 24 de abril de 2013. A partir daí reuniu-se uma série de pessoas em todo o mundo em torno da causa de que o consumidor final também é responsável pelo processo no qual estamos passando de incitar a super produção de roupas no mundo, de maneira inconsequente e muito alienada. Tivemos muito sucesso nas duas primeiras edições e contamos com apoio de diversas marcas da cidade.

 

“Fashion Revolution Week é a semana mundial que celebra os trabalhadores da indústria da moda, e relembra o desastre da queda do Rana Plaza em Bangladesh dia 24 de  de 2013.”

image2

O Fashion Revolution vem incentivando continuamente a transformação da indústria da moda para que ela se torne mais transparente e justa para todos. Mudanças efetivas já estão acontecendo e você pode fazer parte. Seja curioso, descubra, faça algo! Pergunte: #QuemFezMinhasRoupas?

image3

A intenção deste evento é fazer o consumidor final compreender o processo pelo qual passa suas roupas e acessórios antes de ser comprado por ele. Em especial, saber sobre quem são as pessoas envolvidas no processo produtivo da moda.

 

A partir da simples pergunta #QuemFezMinhasRoupas conseguimos instigar o consumidor final de moda a ler suas etiquetas, verificar como ele faz sua ação de consumo, tomar consciência das pessoas que fazem parte deste processo criativo-produtivo de maneira consciente.

image4

Nesta edição o debate-eixo é sobre como o dinheiro circula no mundo da moda, e, de que maneira ele gera poder, podendo tanto ser o catalizador de destruição quanto de transformações positivas. Vamos pensar nisso juntos? Money Fashion Power.

 

Venha participar do Fashion Revolution. Ele rola em Campinas na semana que vem, veja abaixo a programação.

image5

Programação FASHION REVOLUTION WEEK 2017 – Campinas

 

24 de abril – Segunda-feira

Abertura da Semana do Fashion Revolution

Local: Livraria da Vila, Galleria Shopping

14h: Inscrições no local

14h30: Apresentação da programação completa a todos os presentes. FR Campinas

14h45: O que é o Fashion Revolution? Tema: Money Fashion Power FR Campinas

15h00: Moda Sustentável e Moda Ética. Patricia Sant’Anna da Tendere Pesquisa de Tendências

15h30: Slow Fashion: case Santa Costura de Todos os Panos. Gabi Meirelles da Santa Costura de Todos os Panos.

16h00: Cafezinho

16h30: Vamos às compras no seu guarda-roupa? Ana Vaz da Butique de Cursos Ana Vaz

17h00: Novas Formas para Velhas Roupas: figurino (case: VID Estúdio Criativo). Anna Kühl e Aline Barbosa do VID Estúdio Criativo

 

25 de abril – terça-feira

Oficina 1: Feito à mão como antigamente – Crochê de DedoINSCRIÇÕES ESGOTADAS!

Duração: 3 horas

Data: 25/04

Horário: 09h às 12h

Responsáveis: Gabi Meirelles e Ana Matusita

Local: Santa Costura de Todos os Panos. Rua Dr Vieira Bueno, 156, Cambuí, Campinas

Objetivo: Vamos compreender a importância dos “restos” de uma produção de roupas, e de que maneira podemos transformá-las pelas próprias mãos, sem usar nenhuma material a mais? Sim, tudo pode ser utilizado, basta usar a criatividade. O não-desperdício é o mote desta oficina. Nesta atividade usar as técnicas de crochê para criar e recriar a partir das sobras de produção de roupas será o desafio lançado aos participantes.

Material: nada! :-)

Inscrições: gabi@santacosturadetodosospanos.com.br

Vagas: 15

 

Oficina 2: Com que roupa eu vou? – A estamparia manual aplicada à roupa prontaÚLTIMAS VAGAS!

Duração: 3 horas

Data: 25/04

Horário: 14h às 17h

Responsável: Brígida Cruz

Local: Que Chuchu! Moda Vintage. Rua Francisco Andreo Aledo, 9, Barão Geraldo

Objetivo: partiremos do que há em nosso guarda-roupa sem uso, aquela roupa esquecida… abandonada seja porque não nos identificamos ou porque a peça esteja com marcas do tempo e manchadas. Iremos desenvolver com o participante a técnica de estamparia com carimbos para ser aplicada a roupa já confeccionada e usada, a fim de que a mesma seja renovada, transformada, para que assim seja colocada novamente em uso.

Material:

2 cores de tinta para tecido

1 peça de roupa para ser estampada

1 folha de Eva, de 3mm, cor clara

1 pincel

Tecidos para limpeza

Lápis

Tesoura ou estilete

Cola universal

Inscrições: brigela@gmail.com

Vagas: 15 vagas

 

Oficina 3: Do lúdico para o real – processo criativo lúdicoINSCRIÇÕES ESGOTADAS!

Duração: 4 horas

Data: 25/04

Horário: 14h às 18h

Responsáveis: Aline Vito e The Mix Bazar

Local: The MIX Bazar – Rua Joaquim Gomes Pinto, 9 – Cambuí – Campinas – SP

Objetivo: Esta oficina oferece uma proposta lúdica de processo criativo para a confecção de peças a partir de retalhos de tecidos, usando bonecas (Susi, Barbie) como modelo. Usando sobras de tecido (upcycling), retalhos e crochê, Aline Vito vai conduzindo os participantes a criarem suas peças para cada boneca escolhida, usando a técnica de moulage. A partir de uma peça selecionada, Aline Vito vai demonstrar como esse processo feito em uma boneca pode ser adaptado ao corpo real.

Material: traga sua boneca do tipo Barbie ou Susi, o resto é por conta do The Mix Bazar, ok?

Inscrições: contato@themixbazar.com.br

Vagas: 08

 

Oficina 4: História da Moda e Traje de Segunda Mão: Possibilidades de Figurino – Oficina de figurinoÚLTIMAS VAGAS!

Responsáveis: Anna Kühl e Aline Barbosa

Duração: 3 horas

Data: 25/04

Horário: 19h às 22h

Local: VID Estúdio Criativo – Rua Sacramento, 610, apto 01, Centro Campinas.

Objetivo: Esta oficina explora as possibilidades poéticas do uso de peças de roupa de segunda mão para recriar silhuetas históricas. Para isso, estará a disposição o acervo de brechó e figurino do VID Estúdio Criativo.

Material necessário: os participantes não precisam trazer nenhum material. O acervo e manequins do VID Estúdio Criativo estarão à disposição.

Inscrições pelo e-mail: contato@videstudiocriativo.com

Vagas: 10

 

26 de abril – quarta-feira

 

Oficina 5: Upcycling no guarda-roupa: processo criativo na transformação de peçasINSCRIÇÕES ESGOTADAS!

Duração: 3 horas

Data: 26/04

Horário: 14:30h às 17:30h

Responsáveis: Tattiane Marques, Fernanda Junqueira e Rosangela Rubbo

Local: Rubbo Escola de Moda e Manualidades / Av. José Gabetta, 94, Jardim Okita – Campinas

Objetivo: A oficina terá como foco principal a importância do processo criativo nas transformações de peças, proporcionando o reaproveitamento das roupas do próprio guarda-roupa que passam por um processo de transformação, ganhando novos significados, podendo voltar ao uso no cotidiano.

Material: cada participante poderá levar até duas peças de vestuário que não estão sendo usadas no dia-a-dia, mas que ele gostaria de fazer alguma transformação para retomar o uso da mesma.

Inscrições: atendimento@entrelinhasgarimpo.com.br

Vagas: 10

 

27 de abril de 2017 – quinta-feira

 

Oficina 6: Re-significação do Consumo da Moda: Gênero, Upcycling e não desperdício na produção de (novos) acessóriosÚLTIMAS VAGAS!

Duração: 3 horas

Data: 27/04

Horário: 14:00h às 17:00h

Responsáveis: Vicente Perrotta

Local: Ateliê da Moras. Bloco G-H. Av. Santa Isabel, 1125, Barão Geraldo, Campinas – SP.

Objetivo: A partir do processo de criação utilizando upcycling (uso de restos, descartes e tudo o que não tem mais uso no guarda-roupa ou mesmo na casa) trazer o debate sobre a re-significação do consumo de moda e a desconstrução da visão binária do vestuário, construindo peças que tragam empoderamento e reinvenção dos valores. A oficina de acessórios a partir de restos e descartes têxteis gera novas peças e coloca esse material novamente em uso, diminuindo o consumo e fomentando o debate sobre gênero.

Materiais: tesouras, cola branca, cola para tecido, cola quente, alicates de bijuterias, tintas para tecido, linhas, agulhas (de várias espessuras) e descartes têxteis.

Inscrições: vicenteperrotta@gmail.com

Vagas: 10

 

MUDANÇA DE DATA: 05 de maio – Sexta-feira

Devido à greve geral no dia 28/04/2017 o encerramento do evento acontecerá no dia 05/05/2017. A programação, horário e local continuam os mesmos.

Encerramento da Fashion Revolution Week 2017 – Campinas.

Local: ESAMC Campinas, Campus II

Av. Dr. Manoel Afonso Ferreira 275 Jardim Paraíso

(19) 3737-4390

 

14h: Inscrições

14h30: Apresentação dos resultados da FRW 2017 Campinas. Equipe FRW Campinas.

14h50: Mali (África): uma experiência educacional e de empreendedorismo social. Com Andrea Bomilcar do Instituto Rizoma

 

15h30: Mesa de debate 1: A roupa de segunda mão virou cool e é business!

Mediação: Aline Barbosa – VID Estúdio Criativo

  • Brígida Cruz, do brechó Que Chuchu Moda Vintage
  • Tattiane Marques e Fernanda Junqueira, do brechó online Entrelinhas Garimpô
  • Marcela Pacola, do projeto The Mix Bazar
  • Franz Ambrósio, do brechó pioneiro Minha Avó Tinha

 

16h30: Mesa de debate 2: Upcycling como base de marcas de negócios sustentáveis.

Mediação: Patricia Sant’Anna e Brígida Cruz

  • Bianca Matsusaki, do Upcyclistas
  • Vicente Perrotta, do Ateliê Moras
  • Raquel Salmar, da Salmar Sustentável

 

17h30 Encerramento das atividades Fashion Revolution Week, em Campinas.

 

Você não conseguirá participar das ações em Campinas? Nem em nenhuma outra cidade? Tudo bem! Há outras formas de se manifestar… existe manifestações globais nas redes sociais por meio das hashtags: #fashionrevolution e #quemfezminhasroupas.

Para participar, é muito fácil, siga essas instruções:

  1. Faça uma selfie
  2. Marque (tag) a marca que está vestindo
  3. Pergunte: @marca #quemfezminhasroupas? #fashionrevolution

image6

Pronto! Você já está conosco na revolução!

 

A partir de agora não dá mais para esquecer, ok? Sempre pense antes de consumir moda.

 

Representante Local do Fashion Revolution:

image7

Voluntários lindos que deram seu tempo, saber e espaço para que o Fashion Revolution Week Campinas acontecesse:

Tdas

 

Agradecemos o apoio da Livraria da Vila, Shopping Galleria e a ESAMC Campinas, por cederem seus auditórios para que os eventos de abertura  e encerramento acontecessem.

 

Esperamos-te na semana que vem para pensar moda ética e sustentável para a nossa região. Até lá!

 

 

Tendências e Consultoria de Imagem: Entrevista com Ana Vaz

q
Ana Vaz apresentando o Fashion Friday, projeto de divulgação e compartilhamento de conhecimento sobre a moda criado pela Butique de Cursos e Tendere.

Ana Vaz é, em minha opinião, a melhor consultora de imagem pessoal e corporativa do país. Não só pela sua dedicação, seriedade, bom humor e respeito inabalável aos clientes, mas por ir à contramão de usar manuais como muletas mentais para, ao contrário, dar soluções para lá de criativas para a imagem que o outro quer construir. Respeito ao outro, capacidade de empatia, levar em consideração todas as limitações lhe indica para executar o seu trabalho e, o mais incrível, compartilhar esse conhecimento com muita gente. Ana Vaz é uma das poucas consultoras que conheço que não tem medo de dividir o seu conhecimento de anos com novos consultores que ela forma. A Tendere é parceira da Butique de Cursos há alguns anos, e a cada ano que passa, aprendemos mais e mais com ela. Ela, gentilmente, nos falou da importância da pesquisa de tendências para a atuação do consultor de imagem pessoal e corporativa para nós.

Tendere: Quais são as principais atuações de um consultor de imagens na contemporaneidade?

Ana Vaz: Vou destacar duas das atuações mais pertinentes para quem contrata um consultor de imagem. (1) A mais clássica em que uma cliente contrata um consultor para ajudar na identificação do próprio estilo, de como lidar com a própria percepção sobre o seu corpo (valendo dizer que o que interessa não é a percepção que a consultora tem sobre o corpo da cliente, mas a auto-percepção que o cliente tem) e finalmente sobre ajudá-lo a criar sua marca pessoal, sua identidade visual. Importante ressaltar aqui que um bom consultor sempre parte da percepção do cliente sobre si mesmo, evitando assim instituir que um modelo/formato de corpo está certo e outro errado – o respeito ao corpo e à beleza do outro deve acontecer independentemente do formato, peso, estatura etc. Neste tipo de atuação mais clássica, você identifica tudo isso e ajuda o cliente a criar uma parte de marca pessoal dele, que é a vestimenta, pessoal e profissional. Ajuda-o a entender como pode usar na própria imagem, as roupas, os acessórios, cabelo, maquiagem, barba – no caso dos homens – etc. para tangibilizar a sua marca pessoal, e mesmo de seu negócio. Isso é altamente baseado em Comunicação e é uma atuação bastante estratégica da consultoria de imagem.

A segunda atuação está em ascensão, ela se popularizou – e se faz necessária em minha opinião – em função do aumento do consumo de moda, principalmente no Brasil, nessa primeira década (2000-2010). É uma atuação pra ajudar o nosso cliente a gerenciar o próprio estoque, a tirar mais proveito desse estoque. Eu vejo, em meu dia a dia profisisonal, muita gente estocada, com muita coisa que nunca usou, que comprou porque tinha dinheiro e tinha a peça disponível, e por isso com o guarda-roupa abarrotado. Há uma parcela de consultores que acabam fazendo o famoso ‘closet clearing’ que pode ser uma das opções, mas a gente também pode fazer o cliente saber como usar o que ele já tem no guarda-roupa de maneira criativa. Eu vejo hoje, como um serviço essencial o consultor ensinar o cliente a usar o que ele tem, e tornar versátil cada peça – esta opção de atuação é muito importante hoje para a consultoria de imagem. Ela é menos estratégica, mas ela tem uma importância muito grande na prática de vida do cliente. E, às vezes, é mais interessante você começar com o cliente por aí, do que por algo mais elaborado.

Acho as duas atuações muito importantes, são funções realmente diferentes, mas não há demérito em nenhum, em minha opinião, na mais simples.

q1

q2
Ana Vaz palestrando no 10º. Seminário de Tendências da Tendere

 

Tendere: De que maneira as informações de tendências são importantes para o trabalho de consultoria de imagem?

Primeiro, elas têm uma importância mais macro,  tanto na atuação do consultor com seus vários clientes finais, quanto em sua atuação junto ao varejo de moda  – treinar o varejo é um braço da consultoria de imagem, o consultor fornece ferramental para vendas. Em ambos os casos o consultor profissional precisa saber com antecedência para o mercado está caminhando em termos de linguagem, estética, de comunicação através da roupa e acessórios para que possa aconselhar com maior assertividade as compras e uso do consumidor final e de como a venda pode ser efetuada pelo varejo. Ainda no varejo, fornecer ao vendedor informações sobre a longevidade e a identidade da peça, torna a relação de venda mais saudável.

A compreensão das tendências, suas confirmações e sua longevidade, bem como saber o que vai comandar a comunicação/identidade visual de um determinado momento/estação ajudam bastante ainda na atuação junto ao cliente final da consultoria. Sem dúvida alguma, colabora no gerenciamento de estoque (guarda-roupa) do cliente – o comprar, excluir, alterar, como usar, etc. Existem pessoas, por exemplo, que têm o desejo de se relacionar mais fortemente com produtos de moda, ou com produtos em alta, com estas informações é possível orientá-lo sobre momento correto da compra, momento correto de retirada ou reforma de uma peça do guarda-roupa (se você vai ajudar seu cliente a tirar itens do guarda-roupa, saber o que vai continuar na moda é estratégico). É a partir também destas informações que é possível apoiá-lo na decisão correta de quanto investir em suas peças (devo pagar mais ou pagar menos por uma peça com maior longevidade?); ou ainda ajudá-lo a entender o que uma peça, cor ou forma significam naquele determinado momento, em relação não só à história de vida e rotina do cliente, mas em relação ao ambiente e tempo em que está inserido.

Ana Vaz é quem dá o clima descontraído e alegre da Butique de Cursos. Um espaço cheio de sonhos, alegrias, felicidades e muito conhecimento compartilhado. Acima a turma 1 do curso de Formação de Moda após a aula de Styling de Moda com Igor Dadona
Ana Vaz é quem dá o clima descontraído e alegre da Butique de Cursos. Um espaço cheio de sonhos, alegrias, felicidades e muito conhecimento compartilhado.
Acima a turma 1 do curso de Formação de Moda após a aula de Styling de Moda com Igor Dadona

 

Quem é Ana Vaz: Ana Vaz é consultora, autora, docente e palestrante das áreas de imagem pessoal e profissional, estilo, moda e etiqueta, Ana possui clientes atendidos no Brasil, Inglaterra e México. Sua formação abrangente e variada, aliada à sua vivência profissional nas áreas de comunicação e marketing, em empresas de grande porte, bem como sua aproximação com o varejo de moda, permitem que Ana Vaz compreenda de forma privilegiada as necessidades de seus clientes – sabendo exatamente como ajudá-los a obter a imagem ideal dentro e/ou fora do ambiente de trabalho.

Quer conhecer mais o trabalho de Ana Vaz? Clique aqui

Quer conhecer a Butique de Cursos? O espaço em que Ana Vaz oferece seus cursos e de seus parceiros, como os profissionais da Tendere? Clique aqui

Vamos começar o ano melhorando repertório e visão crítica sobre moda?

1
Patricia Sant’Anna lecionando na Butique de Cursos Ana Vaz

 

Como fazer isso? Estudando, esta é a resposta. Mas, às vezes, com muito pouco tempo para estudar e debater sobre assuntos que nos interessam de fato, como arranjar tempo ou algo que não demande muito esforço para além das aulas em si? Cursos livres de qualidade é a saída! E a Tendere indica a Butique de Cursos de olhos fechados, não só porque somos parceiras, mas por causa da experiência que temos como alunos neste espaço. Todos da equipe da Tendere já fizeram, ao menos um curso na Butique, e todos amaram!

A Tendere e a Butique de Cursos renovam sua parceria e começam o ano de 2017 – sim, porque o ano começa hoje, pós-carnaval – com os cursos super bacanas que as duas empresas já possuem em comum… Mas também temos algumas novidades super bacanas! Vamos dar uma espiadinha? Vamos começar pelos cursos mais tradicionais que já oferecemos em comum, e depois passamos para as novas propostas… ok?

  1. Formação em Moda

light01

O nosso querido curso de Formação em Moda – Cultura, Imagem, Comunicação e Negócios continua esse ano, já temos a turma 2 formada – há apenas algumas vagas, corre que dá para fazer matrícula – e ele tem como intenção formar um olhar para a moda que seja crítico e profissional. Contamos com um hall de professores incríveis, todos com uma base teórico-prática muito rica, diversos com experiência internacional, e todos compartilham conhecimento com carinho e atenção. O curso dura dois semestres (119 horas) e é o mais completo possível, ao mesmo tempo em que é prático, pois as aulas são uma vez por semana, sempre as segundas-feiras, a noite (19hoo-22h30), com uma turma pequena (máximo de 10 alunos), para que possamos usufruir as relações entre alunos e professores da maneira mais proveitosa possível.

Por que fazer este curso?  Para construir e/ou ampliar repertório técnico e cultural que agreguem valor a sua atuação e aumentem sua empregabilidade no complexo mercado de moda e imagem contemporâneo. Para ter acesso a um rico conteúdo multidisciplinar, ministrado por uma variedade de profissionais atuantes, experientes e bem sucedidos em suas áreas – especialistas em áreas tão distintas e complementares como Comunicação, Antropologia, História, Semiologia, Design, Artes, Psiquiatria, Finanças, Negócios, entre outros. Para ter acesso a temas muitas vezes presentes apenas em cursos de graduação ou pós-graduação da área de moda.

A quem se destina? Empreendedores e profissionais da área de moda, imagem pessoal, visagismo e beleza, que desejam aprimorar seu repertório e aumentar seu domínio sobre temas indispensáveis para a construção de uma atuação mais técnica, versátil e robusta. Estudantes também são bem-vindos.

Olha algumas declarações de alunos da primeira turma:

image3 image4 image5 image6 image7

Quer fazer o curso? Clique aqui

Quer ter mais informações? Mande um email para falecom@anavaz.com.br

 

  1. Empreendedorismo e Economia Criativa

image8

Este curso é o mais antigo da parceira Butique de Cursos & Tendere, mas ele é rejuvenescido a cada edição. Sempre atualizamos o curso com novos cases, exemplos, e reinventando constantemente para que a(o) participante consiga utilizar os conhecimentos ali adquiridos em sua vida real. Neste curso apresentamos a metodologia de Business Model Canvas e montamos uma primeira versão em sala para tirar dúvidas e botar a mão na massa de fato.

Acabamos de fazer um curso em fevereiro/2017, vamos montar uma turma para breve… Ainda no primeiro semestre. Provavelmente em maio/2017, tem interesse?

Quer ter mais informações? Mande um email para falecom@anavaz.com.br

 

  1. História da Moda e do Vestuário

light01

Este curso é um sonho antigo… feito com muito carinho para a Butique de Cursos! O curso de História da Moda e do Vestuário junta diferentes docentes que conhecem diferentes abordagens sobre história da moda e do vestuário. E o mais interessante: todas, sem exceção, trabalham com história da moda e do vestuário em distintas atuações profissionais. Todas são originalmente docentes e pesquisadoras da história da moda, mas também são atuantes no mercado de moda como pesquisadoras de tendências, consultoras de imagem de moda, colecionadoras de peças de vestuário-moda, proprietárias de brechós, curadoras de exposições etc.

Olha só o conteúdo:

  • Introdução à história do têxtil, vestuário e moda: conceitos e definições;
  • Cronologia e organização temporal;
  • Documento x Monumento;
  • Sobre os documentos: cultura escrita x cultura material – tecidos, vestuários, acessórios, calçados etc.
  • Sobre os documentos: desenhos, gravuras, ilustrações e fotografias
  • Pré-história e Antiguidade Oriental
  • Antiguidade Clássica e Mundo Medieval
  • Renascimento, Reforma e Contra-Reforma – o nascimento da moda
  • Revoluções Burguesas, o século XIX e o impacto na moda
  • Século XX: Primeira Guerra Mundial, entre guerras e Segunda Guerra Mundial
  • A juventude e seu impacto na moda: as décadas de 1950, 1960 e 1970
  • O final do século XX: as décadas de 1980 e 1990.
  • Tecnologia, internet e a moda: a virada do século.
  • Novos criadores, novos cenários, novos negócios: o século XXI

E olha quem vai dar aula…

  • Brígida Cruz – Ms e Bel em História pela UNESP, proprietária do brechó ‘Que Chuchu Moda Vintage’, é colecionadora de moda e vestuário, pesquisadora de história da moda no Brasil e é docente História do Vestuário e da Moda há muitos anos em instituições como SENAC SP, ESAMC Campinas dentre outras.
  • Fernanda Junqueira – Bel em História (Unesp) e Ms em Multimeios (Unicamp) com um estudo sobre a relação entre figurino e moda, é também consultora de imagem formada pela Butique de Cursos. Colecionadora de artigos de moda e pesquisadora voraz de história da moda no Brasil, atualmente é proprietária do brechó virtual Entrelinhas.
  • Juliana Lopes – Ms em Artes pela Accademia di Brera, Milão, Itália, com um estudo sobre Fotografia de Moda. A jornalista (PUC-SP) de moda experiente, foi correspondente de moda na Itália por 8 anos e também foi docente do IED Milão. Atualmente é docente do IED São Paulo, do curso de Moda Inclusiva e atua como consultora na área de moda.
  • Patricia Sant’Anna – Dra em História da Arte (Unicamp), Ms em Antropologia (Unicamp), Esp em Museologia (USP), Esp em Arte e Cultura Barroca (UFOP), e Bel em Ciências Sociais (Unicamp). Pesquisadora da relação arte e moda desde 1997, período em que fundou e foi líder do Grupo de Estudos em Arte, Design e Moda da Unicamp. Sua pesquisa de doutorado foi base de curadoria de moda no MASP. Lecionou História da Moda nas principais escolas de moda do país e hoje é professora na pós-graduação na Faculdade Santa Marcelina e no IED-SP. Também fundou e é Diretora de Pesquisa da Tendere – Pesquisa de Tendências e Negócios Criativos, onde atua como pesquisadora de tendências.
  • Vivian Berto – Mestranda em História da Arte na UNIFESP, Especialista em Arte e Tecnologia pelo Instituto de Artes da Unicamp, é graduada em Design de Moda pela ESAMC. É pesquisadora para a Tendere na área de cultura contemporânea e cultura digital, é também produtora de conteúdo independente.

Quer fazer o curso? Clique aqui

Quer ter mais informações? Mande um email para falecom@anavaz.com.br

 

  1. Como apreciar arte

image10

O curso ‘Como apreciar arte’ nasceu da necessidade crescente que vimos em alunos dos cursos de moda e de consultoria de imagem e a falta de um embasamento estético para compreender diversas experiências estéticas, como, por exemplo, o design, a moda, a arquitetura, o cinema, a publicidade etc. De certa maneira, percebemos que há pouco ou nenhum conhecimento sobre o espaço em que surge as primeiras estéticas, o universo em que o mundo é comentado a partir do sensível, assim, fazer um curso sobre compreender os significados da arte se fez necessário.

Por que fazer o curso? Para construir repertório artístico-cultural que agregue valor à sua formação pessoal e atuação profissional em áreas criativas. Para iniciar-se nos estudos de arte em geral, e fruir de maneira autônoma sobre arte, compreendendo diversas abordagens.

A quem se destina? Leigos em geral, estudantes, pesquisadores e profissionais de áreas criativas, imagem pessoal, moda, visagismo e beleza, e aos que desejam aprimorar seu repertório sobre arte.

Dá uma espiada nos temas a serem tratados:

  • A obra de arte e o campo da arte
  • Modos de Ver
  • Função e Conceitos de História da Arte
  • Estilo e Periodização de História da Arte
  • Antiguidade oriental e clássica
  • Mundo Medieval
  • Renascimento e Maneirismo
  • Contra-Reforma e Barroco
  • Rococó e Neoclássico
  • Modernismo e Vanguardas Artísticas
  • Caminhos contemporâneos

Quem leciona é Helder Oliveira, sócio da Tendere, ele é responsável pelo monitoramento de arte contemporânea para a empresa. Atualmente leciona História da Arte no curso de Artes Visuais da PUC Campinas.Tem uma carreira longa e bem construída no campo das artes sendo formado em Artes (FAAP), especialista em Museologia (USP) e mestre em História da Arte (Unicamp). Oliveira já passou por importantes acervos de arte do país como o MAM-SP, MAC-USP e MASP, onde atuou como museólogo cuidando do mais importante acervo da América Latina.

Quer fazer o curso? Clique aqui

Quer ter mais informações? Mande um email para falecom@anavaz.com.br

Como você pode perceber, você tem agora a oportunidade de aprender sobre moda e arte na Butique de Cursos da Ana Vaz, e o conteúdo é de excelência, podendo fazer a diferença em sua atuação profissional e de vida.

Venha, garanta sua vaga!

A indústria da moda na época da sustentabilidade

[Entrevista em podcast feito pela Cooperativa Ungambikkula em parceria com a Rádio Cultura de Amparo – Link da entrevista: http://ungambikkula.com.br/industria-da-moda-na-epoca-da-sustentabilidade/]

A entrevista de 20 de janeiro foi com Patricia Sant’Anna.

 

 

Patricia Santanna e Saraswati Dassi sorrindo para uma selfie

Patricia Sant’Anna e Saraswati Dassi

Patricia Sant’Anna é fundadora e diretora de pesquisa da Tendere, uma empresa de consultoria em moda, homewear, design de interiores e beleza. Conversamos sobre a necessidade da sustentabilidade na indústria da moda no mundo e sobre o mercado da moda no Brasil.

Curso de Moda em NYC e com backstage do NY Fashion Week

Curso voltado para amantes da moda, une teoria e prática nas ruas de Nova Iorque

 

image1Turma setembro 2016 preparada para trabalhar no backstage do NYFW

O NY Fashion Tour é parceiro da Tendere desde a décima edição do Seminário de Tendências. E nós indicamos o curso que Marcia Crivorot e Silvia Scigliano desenvolveram especialmente para brasileiros que têm interesse profissional por moda. Trata-se de um curso com aulas no FIT e trabalho no backstage da NYFW. O curso já está em sua quarta edição e tem vagas limitadas.

 

image2Silvia Scigliano e Marcia Crivorot

O NY Fashion Tour é um programa que acontece duas vezes ao ano, paralelamente à NY Fashion Week, e oferece uma ampla experiência aos participantes. Marcia e Silvia são Consultoras de Imagem certificadas pelo FIT (Fashion Institute of Technology), com extenso conhecimento tanto da indústria, quanto da cidade, e basearam-se em suas próprias carreiras para montar o conteúdo:

“Preparamos cuidadosamente cada item, pensando em transmitir conhecimento e técnicas que possam ser aplicados no Brasil, além de oferecer discussão sobre temas e tendências atuais. O aluno circula entre os dois lados – marcas e consumidores”, afirma Silvia Scigliano.

A parte teórica inclui palestras sobre o cenário da moda de NY, marcas e designers que estão despontando, comportamento de consumo, tendências e fotografia de moda. A parte prática oferece “artsy tour” em museus ou galerias de arte (dependendo das exposições do momento), tour por bairros e lojas-conceito e a oportunidade de trabalhar no backstage de desfiles da NY Fashion Week.

image3Visitas orientadas à lojas conceito

 “O fato de eu morar em Nova Iorque contribui para um aspecto importante do curso – o da constante atualização. A cada edição, trazemos o que há de mais contemporâneo e inovador no mercado direto da fonte”, complementa Marcia Crivorot.

Cada turma comporta no máximo 16 alunos e a próxima edição está agendada de 7 a 12 de fevereiro. Nos primeiros dias, as palestras serão ministradas no FIT e depois há várias atividades nas ruas.

 

 

Serviço:

NY Fashion Tour/4a edição

7 a 12 de fevereiro  de 2017

Valor: US$ 1690,00 (não inclui passagem e hospedagem)

Inscrições pelo site: www.crivorotscigliano.com ou e-mail: contato@crivorotscigliano.com

Cel: (11) 97429-0484 (Silvia Scigliano)